Um novo acordo firmado no Espírito Santo, que começa a valer em 2026, deve provocar mudanças na rotina de famílias e do comércio local. A medida determina que supermercados, mercados e atacarejos não poderão abrir aos domingos.
Inédita no Brasil, a iniciativa foi construída a partir de um entendimento entre sindicatos patronais e de trabalhadores. O projeto se inspira em práticas já consolidadas em vários países europeus e será testado por sete meses, até o fim de outubro de 2026.
Durante esse período experimental, os estabelecimentos do setor deverão ajustar seu funcionamento, respeitando o fechamento. Ainda assim, algumas exceções foram estabelecidas: padarias, açougues, lojas de rua que não se enquadram como supermercados e comércios familiares sem empregados poderão abrir normalmente, assegurando a oferta de serviços essenciais.
O principal objetivo é garantir aos trabalhadores do comércio um descanso semanal adequado, tema que há anos gera debate entre empregados e empregadores.
Para os clientes, a mudança exigirá novos hábitos de compra. Com os supermercados fechados aos domingos, será necessário planejar melhor as compras, concentrando-as durante a semana ou aos sábados. Outra alternativa será recorrer aos pequenos comércios de bairro, que não se enquadram na regra, ou às compras online.
O que dizem os empresários?
Embora reconheçam a importância do descanso para seus funcionários — o que pode se refletir em maior satisfação e produtividade —, empresários também temem perdas financeiras decorrentes da redução das vendas. Em muitas regiões urbanas, o domingo representa uma fatia relevante do faturamento semanal.
Após o período de testes, em novembro de 2026, os resultados serão avaliados, possibilitando a continuidade, ajuste ou até a suspensão da regra. Se os benefícios se confirmarem, a experiência pode servir de referência para outros estados brasileiros.