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Saiba como medir a pressão arterial em casa e qual aparelho os cardiologistas recomendam

Monitoramento da pressão arterial em casa desempenha papel fundamental no acompanhamento de pacientes com hipertensão; OMS aponta que cerca de 1,28 bilhão de adultos entre 30 e 79 anos vivem com a condição

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O monitoramento da pressão arterial em casa desempenha um papel fundamental no acompanhamento de pacientes com hipertensão, ajudando a verificar a eficácia do tratamento e a prevenir complicações graves, como infartos ou acidentes cerebrovasculares (AVC). De acordo com informações divulgadas pelo portal Infobae, com base nas recomendações da American Heart Association (AHA), da Mayo Clinic e da Clínica Universidad de Navarra, o sucesso desse monitoramento depende diretamente da escolha do aparelho correto e de uma técnica adequada usada para medir a pressão em casa.

Impacto do controle domiciliar

Um estudo realizado pela Universidade de Edimburgo, publicado no European Heart Journal–Digital Health, acompanhou cerca de 450.000 pacientes hipertensos entre 2019 e 2022. Desse total, as 9.500 pessoas que utilizaram uma ferramenta digital para registrar e enviar seus níveis de pressão arterial aos médicos conseguiram reduzir seus valores logo nos primeiros três meses e mantiveram a melhora por mais de um ano. Esse grupo também registrou uma redução em eventos cardiovasculares, internações e óbitos.

A hipertensão é um desafio global de saúde. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 1,28 bilhão de adultos entre 30 e 79 anos vivem com a condição, e aproximadamente 46% não sabem que têm a doença devido ao seu caráter silencioso.

Além de monitorar a eficácia dos medicamentos, o autocontrole residencial ajuda a identificar duas condições comuns:

  • Hipertensão do avental branco: quando a pressão sobe apenas no consultório médico devido ao estresse ou nervosismo.

  • Hipertensão mascarada: quando as leituras parecem normais no consultório, mas estão elevadas nas atividades diárias.

Qual medidor escolher?

Os cardiologistas e as principais entidades de saúde recomendam o uso de tensiómetros automáticos digitais de braço.

  • Por que evitar os de pulso ou dedo? Dispositivos que realizam a medição no pulso ou no dedo tendem a ser menos confiáveis para o acompanhamento rotineiro. Os modelos de pulso só são indicados pela Mayo Clinic em casos excepcionais, como em pessoas com braços muito volumosos que não se adaptam às braçadeiras padrão, e suas leituras devem ser validadas com as do médico.

  • O tamanho da braçadeira: É crucial escolher um tamanho adequado ao diâmetro do braço. Braçadeiras muito apertadas ou folgadas distorcem o resultado.

  • Aparelhos manuais: Os modelos aneroides (manuais), que necessitam de estetoscópio, exigem treinamento técnico e, por isso, devem ficar restritos ao uso clínico.

Passo a Passo: saiba a técnica correta de medição

Para garantir que os resultados sejam úteis e precisos, é essencial seguir as seguintes orientações no momento da medição:

  1. Preparação prévia: Não fume, não pratique exercícios físicos e evite consumir bebidas alcoólicas ou com cafeína nos 30 minutos anteriores à medição. Também é recomendado esvaziar a bexiga antes de começar.

  2. Repouso e postura: Sente-se em uma cadeira com as costas bem apoiadas, os pés planos no chão (sem cruzar as pernas ou os tornozelos) e permaneça em silêncio e repouso por pelo menos 5 minutos.

  3. Posicionamento do braço: O braço utilizado deve estar apoiado em uma superfície plana (como uma mesa) e posicionado na altura do coração.

  4. Colocação da braçadeira: O dispositivo deve ser colocado diretamente sobre a pele, e não por cima da roupa. Dobrar as mangas de forma que aperte o braço também pode alterar o resultado. A borda inferior do manguito deve ficar logo acima da dobra do cotovelo.

  5. Frequência e horário: A AHA orienta realizar duas medições com intervalo de um minuto entre elas, anotando os resultados. Recomenda-se medir a pressão sempre nos mesmos horários (por exemplo, pela manhã antes do desjejum/medicação e à noite antes de dormir.

Dica Médica: Uma vez por ano (ou caso o aparelho sofra uma queda), leve o seu tensiómetro doméstico à consulta para que o médico possa verificar a calibração e a precisão do visor comparando com o equipamento do consultório.

Entendendo os míveis da pressão arterial

Os parâmetros de referência estipulados pela American Heart Association definem as seguintes categorias:

  • Normal: Sistólica menor que 120 mm Hg e Diastólica menor que 80 mm Hg.

  • Elevada: Sistólica entre 120 e 129 mm Hg e Diastólica menor que 80 mm Hg.

  • Hipertensão Estágio 1: Sistólica entre 130 e 139 mm Hg OU Diastólica entre 80 e 89 mm Hg.

  • Hipertensão Estágio 2: Sistólica de 140 mm Hg ou mais OU Diastólica de 90 mm Hg ou mais.

  • Hipertensão Grave: Sistólica superior a 180 mm Hg e/ou Diastólica superior a 120 mm Hg. Se não houver sintomas associados, deve-se entrar em contato com o médico rapidamente.

  • Emergência Hipertensiva: Valores superiores a 180/120 mm Hg acompanhados de sintomas como dor no peito, falta de ar, alteração na visão, tontura ou dificuldade para falar. Nestes casos, o atendimento médico de urgência deve ser acionado imediatamente.

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