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Quais são os três últimos sintomas que aparecem antes da morte?

Especialista em cuidados paliativos descreve sintomas frequentes observados nas últimas horas de vida

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Chanikarn Thongsu/Magnific

Mudanças na respiração, redução da consciência e alterações na resposta do organismo podem surgir nas últimas horas de vida de pacientes em estado terminal. Embora o processo varie de pessoa para pessoa, especialistas em cuidados paliativos afirmam que alguns sinais costumam aparecer com maior frequência nesse período.

As explicações foram compartilhadas pela enfermeira paliativista Julie McFadden, autora do livro Nada a Temer: desmistificando a morte para viver de forma mais plena. Nas redes sociais, a profissional ganhou destaque ao abordar de forma didática o processo de morte e os sintomas mais comuns observados nos momentos finais da vida.

Entre os sinais mais conhecidos está o chamado “ronco da morte”, ruído provocado pelo acúmulo de secreções na garganta e nas vias respiratórias. Segundo McFadden, o som pode causar preocupação em familiares, mas normalmente não provoca dor ou sofrimento ao paciente, sendo considerado parte natural do processo de falecimento.

Outro sinal frequente envolve alterações no padrão respiratório. A respiração pode se tornar irregular, mais lenta e intercalada por pausas prolongadas, quadro conhecido como respiração agônica. De acordo com a especialista, esse costuma ser um dos indícios mais evidentes de que a morte está próxima.

A enfermeira também descreve o chamado “olhar da morte”, situação em que o paciente permanece com o olhar fixo, distante e com pouca reação ao ambiente ao redor. Em muitos casos, a pessoa já se encontra inconsciente, embora ainda possa perceber a presença de familiares e pessoas próximas.

Especialistas ressaltam que nem todos os pacientes apresentam os mesmos sintomas ou na mesma intensidade. Algumas pessoas podem morrer de forma repentina, sem demonstrar sinais prévios. Ainda assim, compreender essas mudanças pode ajudar familiares e cuidadores a enfrentarem o momento com menos ansiedade e mais acolhimento emocional.

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Jornalista pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Atualmente, é repórter multimídia no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). Antes passou pela TV Alterosa. Escreve, em colaboração com a Itatiaia, nas editorias de entretenimento e variedades.