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O que significa acordar às 3h da manhã? Entenda o que está por trás desse comportamento

Alterações nos níveis hormonais podem afetar o horário do despertar

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Altos níveis de cortisol podem afetar qualidade do sono
Altos níveis de cortisol podem afetar qualidade do sono • Freepik

Acordar por volta das 3h da manhã com o coração acelerado, sentindo-se ansioso e com dificuldade para pegar no sono novamente é um comportamento comum entre muitas pessoas. Mais do que um hábito desagradável, esse despertar pode estar ligado a alterações hormonais no organismo.

Segundo especialistas, acordar de madrugada pode ser um efeito da presença de altos níveis de cortisol, conhecido como o “hormônio do estresse”, responsável pela regulação de energia, do metabolismo e da resposta do organismo à exposição a situações de tensão.

Quando há um desequilíbrio no seu funcionamento, o corpo pode entrar em estado de alerta antes do horário certo, levando a pessoa a despertar antes da hora.

Mudanças no relógio biológico podem afetar o sono

Em geral, o cortisol permanece em níveis baixos durante a madrugada, aumentando gradualmente até a chegada do horário natural de acordar. No entanto, quando há mudanças no relógio biológico do indivíduo, esse processo pode ser antecipado, fazendo com que a pessoa acorde no meio da noite.

Noites mal dormidas, rotina agitada e estresse frequente são alguns dos fatores que podem contribuir para esse desequilíbrio, criando um ciclo em que o estresse afeta o sono e a falta de um descanso verdadeiro piora ainda mais os efeitos do estresse.

Um estudo publicado na revista científica Psychoneuroendocrinology acompanhou 61 mulheres saudáveis ao longo de sete dias para investigar como o cortisol se comporta após o despertar. Os resultados mostraram que diferentes padrões de liberação desse hormônio podem indicar a capacidade do organismo de lidar com os desafios diários, além de estarem relacionados a importantes marcadores de saúde.

Para favorecer o equilíbrio hormonal e promover um sono de melhor qualidade, especialistas orientam manter uma rotina regular de horários para dormir e acordar, evitar o uso de telas e o consumo de estimulantes antes de se deitar, adotar atividades relaxantes à noite e garantir exposição à luz natural durante o dia.

Caso os despertares noturnos se tornem frequentes, estejam associados a ansiedade intensa ou passem a comprometer a rotina, é recomendado buscar avaliação médica.

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Jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Atuou na Rádio UFMG Educativa e em empresas de marketing, com experiência em produção de conteúdo, SEO e redação Atualmente, escreve, em colaboração com a Itatiaia, nas editorias de entretenimento e variedades.

 

 

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