O que é taxidermia, a técnica por trás do guaxinim empalhado de Haaland
Descubra a origem grega do termo, como funciona a preservação da forma original dos animais e por que o processo evoluiu além do uso de palha

Quando o atacante norueguês Erling Haaland desembarcou em Oslo carregando uma garrafa de uísque acoplada a um guaxinim empalhado, a cena viralizou nas redes sociais e despertou curiosidade mundial. A peça, batizada de Whisky Raccoon e adquirida por cerca de R$ 3,8 mil em Dallas, é resultado de uma técnica milenar de preservação animal.
A taxidermia, método por trás da montagem do guaxinim, tem origens gregas e significa literalmente dar forma à pele. Embora o termo empalhar ainda seja popular, especialistas explicam que ele está tecnicamente ultrapassado, já que a técnica evoluiu muito além do uso rústico de palha e barro utilizado no passado.
A origem grega e o significado de taxidermia
O termo taxidermia vem da combinação de duas palavras gregas que revelam a essência da técnica. A prática consiste em dar forma à pele de animais, preservando suas características originais para exibição, estudo científico ou decoração.
Essa definição etimológica captura o objetivo central do processo: manter a aparência natural da espécime através da conservação cuidadosa de sua estrutura externa.
Como funciona a preservação da forma original?
A taxidermia vai além de simplesmente preservar a pele do animal. A técnica busca reproduzir fielmente três elementos fundamentais: a forma da pele, os planos musculares e o tamanho original da espécime.
Essa tríade garante que o animal montado mantenha as proporções e a aparência que tinha em vida. O trabalho exige conhecimento detalhado da anatomia e estrutura de cada espécie para alcançar um resultado naturalista.
Por que empalhar é um termo ultrapassado?
Embora amplamente utilizado no vocabulário popular, especialistas consideram o termo empalhar tecnicamente obsoleto. A palavra remete aos métodos antigos de taxidermia, quando artesãos usavam manequins rústicos preenchidos com palha e barro.
Esses materiais primitivos serviam para dar volume ao corpo dos animais após a remoção dos órgãos internos. Com o avanço das técnicas e materiais, o processo se sofisticou significativamente, tornando a referência à palha inadequada para descrever os métodos contemporâneos.
Os primeiros taxidermistas dependiam de recursos limitados para criar suas montagens. Manequins feitos com palha compactada e modelados com barro eram a base do trabalho, resultando em peças menos duradouras e com menor fidelidade anatômica.
Com o passar do tempo, novos materiais e métodos transformaram a prática. Estruturas mais precisas, produtos químicos de conservação avançados e conhecimento científico aprofundado permitiram que a taxidermia se tornasse uma forma de arte e ciência combinadas, capaz de preservar animais com realismo impressionante.
Aplicações da taxidermia além da decoração
Além do uso decorativo exemplificado pela peça de Haaland, a taxidermia desempenha papel importante em contextos educacionais e científicos. Museus de história natural utilizam animais preservados para exibições que ensinam sobre biodiversidade e anatomia.
Instituições de pesquisa também recorrem à técnica para manter espécimes de referência. Esses exemplares preservados permitem estudos comparativos de longo prazo e servem como registro permanente de espécies, incluindo aquelas ameaçadas ou extintas.
Maria Luíza Mendes é estagiária do portal Itatiaia e estudante de jornalismo na PUC Minas. Apaixonada por esportes e entretenimento, Maria possui experiência anteriores em outros portais online e na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.



