O dia se transformará em noite por mais de seis minutos. Este será o eclipse solar mais longo do século, um evento que não se repetirá por 100 anos

A excepcionalidade do fenômeno deve-se a uma rara convergência de fatores astronômicos

Imagem ilustrativa

Por alguns minutos, as leis da natureza parecerão suspensas. O Sol será ocultado em pleno dia, a temperatura sofrerá uma queda perceptível e a coroa solar se revelará como um anel luminoso ao redor da Lua. Este não será um evento comum: trata-se do eclipse solar total mais longo do século XXI, consolidando-se como um dos marcos astronômicos mais relevantes da era contemporânea.

Embora o fenômeno ocorra daqui a dois anos, a confirmação oficial já mobiliza astrônomos, pesquisadores e entusiastas em escala global, que iniciam o planejamento logístico para presenciar o momento em que o dia se converterá, literalmente, em noite.

Data confirmada e duração recorde

De acordo com dados da NASA, o eclipse ocorrerá em 2 de agosto de 2027. Em pontos estratégicos do globo, a fase de totalidade ultrapassará os seis minutos — marca considerada excepcional, visto que a maioria desses eventos dura entre dois e três minutos.

Este índice torna o eclipse de 2027 o mais extenso deste século. O último registro comparável data de 1991 e, segundo projeções astronômicas, um evento com características similares não deve se repetir nos próximos cem anos.

Fatores que tornam o evento extraordinário

A excepcionalidade do fenômeno deve-se a uma rara convergência de fatores astronômicos:

  • Posicionamento terrestre: A Terra estará próxima ao seu afélio (ponto mais distante do Sol), fazendo com que a estrela apresente um tamanho aparente ligeiramente menor.
  • Proximidade lunar: A Lua estará em um ponto próximo à Terra, aumentando seu diâmetro visual no céu.
  • Geometria equatorial: A sombra lunar percorrerá regiões próximas à Linha do Equador, o que prolonga o tempo de cobertura total do disco solar.

Rota da totalidade e visibilidade

A faixa de totalidade será abrangente, percorrendo mais de 15 mil quilômetros. A sombra terá início no Oceano Atlântico e avançará pela Europa, Norte da África, Oriente Médio e partes da Ásia.

Entre as nações privilegiadas pela rota estão Espanha, Marrocos, Argélia, Tunísia, Líbia, Egito, Sudão, Arábia Saudita, Iêmen e Somália. A cidade de Luxor, no Egito, destaca-se como um dos melhores pontos de observação devido à duração prolongada da escuridão e às condições climáticas historicamente favoráveis na região.

Protocolos de segurança

Especialistas reforçam que a observação direta do Sol exige precauções rigorosas para evitar danos irreversíveis à visão. As recomendações incluem:

  1. Uso obrigatório de óculos certificados (norma ISO 12312-2).
  2. Utilização de filtros solares homologados em telescópios ou binóculos.
  3. Observação a olho nu permitida apenas durante a fase de totalidade e estritamente dentro da faixa de cobertura completa.

Para o público que não puder se deslocar até os locais de visibilidade, agências espaciais e plataformas científicas realizarão transmissões globais ao vivo. O evento promete ser uma experiência cultural e emocional sem precedentes, paralisando o cotidiano para registrar um fenômeno que dificilmente será presenciado novamente por esta geração.

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