Cientistas ajustaram nesta terça-feira (27) o
O Boletim dos Cientistas Atômicos atribuiu o avanço do relógio ao aumento das tensões entre potências nucleares, como Rússia, China e Estados Unidos, ao enfraquecimento dos acordos de controle de armas, além de conflitos em curso na Ucrânia e no Oriente Médio.
Também pesaram as preocupações com o uso da inteligência artificial e a disseminação de desinformação. Segundo a organização, a combinação de riscos nucleares elevados, falhas de liderança global e pressões sobre estruturas diplomáticas torna o cenário “insustentável e inaceitavelmente alto”. Esta é a terceira vez, em quatro anos, que o relógio se aproxima da meia-noite.
A presidente e CEO do Boletim, Alexandra Bell, afirmou que não há sinais positivos para a redução do risco nuclear em 2025 e alertou para a possibilidade de retomada de testes nucleares e escaladas militares sob a sombra de armas atômicas. O último tratado remanescente entre EUA e Rússia, o Novo Start, expira em fevereiro.
Durante o anúncio, a jornalista e Nobel da Paz Maria Ressa destacou o que chamou de “apocalipse da informação”, impulsionado por tecnologias que aceleram a propagação de mentiras e ampliam divisões sociais.
O relógio
Criado no pós-Segunda Guerra, por cientistas como Albert Einstein e J. Robert Oppenheimer, o Relógio do Juízo Final busca alertar a sociedade sobre a proximidade de uma catástrofe global.
* Com informações de CNN Brasil