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Nem mármore, nem granito: dois materiais práticos substituem a pedra nas cozinhas

Descubra por que engenheiros recomendam quartzo e pedra sinterizada para bancadas de cozinha e em quais ambientes o mármore ainda mantém seu valo

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Nem mármore, nem granito: dois materiais práticos substituem a pedra nas cozinhas
Imagem ilustrativa • Canva/ Reprodução

Durante décadas, o mármore foi o material dos sonhos para bancadas e balcões de cozinha. Sua elegância natural e estética atemporal o tornaram um símbolo de sofisticação em qualquer projeto de reforma residencial.

No entanto, especialistas em construção alertam que sua composição física representa um desafio constante em áreas de preparação de alimentos. David López, engenheiro civil e fundador do Estudio López, explica por que esse material clássico está sendo substituído por alternativas mais funcionais, sem abrir mão do design.

Por que o mármore não é prático na cozinha

A beleza do mármore esconde uma vulnerabilidade crítica para o uso diário na cozinha: sua altíssima porosidade. O material absorve líquidos com extrema facilidade, desde vinho e óleo até suco de limão.

Essa característica faz com que os derramamentos se transformem em manchas permanentes quase instantaneamente. O alto nível de porosidade exige uma manutenção constante, algo incompatível com a rotina de um espaço onde se corta, cozinha e manuseia ingredientes quentes o tempo todo.

Segundo López, o desgaste do mármore torna-se evidente em muito pouco tempo quando exposto ao uso severo característico das cozinhas. O alto investimento inicial acaba não se pagando em termos de durabilidade nessas condições.

Quartzo e pedra sinterizada como soluções mais resistentes

O quartzo posiciona-se como a principal alternativa recomendada por engenheiros e construtores. Sua alta resistência a riscos, impactos e umidade o torna ideal para superfícies de trabalho intenso.

A limpeza do quartzo é extremamente simples em comparação com a do mármore: ele não exige selantes constantes nem cuidados especiais para manter a aparência original.

As pedras tecnológicas, como a pedra sinterizada e a quatzita, vêm ganhando destaque por oferecerem durabilidade muito superior contra manchas do que as pedras naturais tradicionais.

A pedra sinterizada, em especial, resiste a produtos químicos, riscos profundos e choques térmicos bruscos. Sua superfície totalmente nula em porosidade impede a penetração de líquidos e facilita a higienização constante, essencial no manuseio de alimentos.

Onde usar mármore sem risco de deterioração

López ressalta que descartar o mármore completamente seria um erro. A pedra conserva todo o seu valor em ambientes onde não enfrenta agentes corrosivos ou uso pesado.

"Com a aplicação de um bom selante, o mármore é uma opção espetacular para banheiros", aponta o especialista. Nesses ambientes, o material preserva seu brilho original e o risco de manchas irreversíveis cai drasticamente.

Lareiras e painéis decorativos em paredes de destaque (muros de acento) também são aplicações perfeitas para o mármore, onde sua função é puramente estética. Nesses locais sem exposição a substâncias ácidas, a pedra mantém a elegância por anos apenas com manutenção básica.

A tendência atual no design de interiores

O design contemporâneo tem reservado o mármore exclusivamente para detalhes estéticos e banheiros. Essa estratégia aproveita sua beleza visual sem expô-lo a condições que acelerem seu desgaste.

Para as bancadas de trabalho na cozinha, a preferência recai sobre os materiais tecnológicos de alta resistência, que garantem longa vida útil sem perder o estilo. Uma escolha que une o prático ao econômico: investir em quartzo ou pedra sinterizada traz melhor custo-benefício a longo prazo, mantendo a estética original por décadas com manutenção mínima.

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