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Veterinário explica como fazer passeios que realmente atendem necessidades do seu cachorro

Descubra por que deixar o cão farejar livremente durante passeios é essencial para o bem-estar dele e como transformar cada saída em uma experiência enriquecedora

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Imagem ilustrativa • Banco de imagens | Canva

Adrián Conde, um veterinário conhecido nas redes sociais, revelou um erro que a maioria dos tutores comete diariamente: transformar o passeio do cachorro em uma caminhada rápida e funcional, sem permitir que o animal explore o ambiente com o olfato. Para os cães, farejar é como enxergar e privar esse sentido equivale a caminhar com os olhos vendados.

Segundo o profissional, a prática correta de passeio vai além de simplesmente circular o quarteirão. Trata-se de oferecer ao animal tempo e liberdade para investigar cada árvore, poste e canteiro que desperte seu interesse. Essa abordagem muda completamente a qualidade de vida do pet e fortalece o vínculo com o tutor.

Por que o olfato é tão importante para os cães

O olfato representa para os cachorros o que a visão representa para os humanos. Quando impedimos que o animal cheire tudo ao seu redor, criamos uma situação de privação sensorial que gera tensão e desconforto.

Essa limitação afeta diretamente o bem-estar psicológico do pet. O cachorro processa informações sobre o ambiente, outros animais e até mensagens deixadas por outros cães através do faro. Bloquear esse canal significa isolar o animal do mundo ao redor.

Adrián Conde reforça que permitir a exploração olfativa não é um luxo, mas uma necessidade fundamental. Cada parada para farejar uma árvore oferece estímulo mental e satisfação que vão muito além do simples exercício físico.

Erros mais comuns entre tutores

A pressa e a busca por eficiência transformam os passeios em rotinas mecânicas. Muitos tutores puxam a guia constantemente, apressando o cachorro e impedindo que ele se detenha nos pontos de interesse. Esse comportamento reflete uma compreensão equivocada sobre a finalidade do passeio. O passeio não existe para a conveniência do tutor, mas para atender as necessidades naturais do animal. Tratá-lo como uma obrigação a ser cumprida rapidamente prejudica a saúde mental do pet.

O veterinário é categórico ao afirmar que se o cachorro precisa parar a cada cinco segundos para cheirar algo, então é exatamente isso que deve acontecer. Respeitar o ritmo do animal é parte fundamental do cuidado responsável.

Quantos passeios seu cachorro realmente precisa?

A recomendação mínima estabelecida por Adrián Conde é de duas saídas diárias. No entanto, o profissional considera ideal a realização de até três passeios ao longo do dia para garantir o bem-estar completo do animal. A frequência adequada varia conforme a raça e o nível de energia do cachorro. Algumas raças demandam mais atividade física, enquanto outras se satisfazem com caminhadas mais curtas.

O importante é manter a regularidade e a qualidade de cada saída. A duração de cada passeio importa menos que a liberdade oferecida ao animal durante o percurso. Um passeio de 20 minutos com total liberdade para farejar supera uma caminhada de uma hora em ritmo apressado e controlado.

Como fazer um passeio de qualidade?

A primeira mudança necessária é mental: compreender que aquele tempo pertence ao animal, não ao tutor. Sair com pressa ou com objetivos próprios compromete toda a experiência. Durante o percurso, permita que o cachorro conduza parcialmente o trajeto. Deixe-o escolher em quais pontos deseja se demorar, quais arbustos merecem investigação minuciosa e quanto tempo cada exploração requer. Segundo Adrián Conde, essa abordagem exige paciência e mudança de mentalidade. A agenda do tutor deve se ajustar às necessidades do pet, não o contrário.

Cães que recebem passeios de qualidade, com liberdade para farejar, apresentam comportamento mais equilibrado em casa. A estimulação mental obtida através do olfato reduz ansiedade e comportamentos destrutivos. A privação sensorial durante os passeios gera um animal frustrado e estressado. Essa tensão acumulada se manifesta em latidos excessivos, destruição de objetos e hiperatividade dentro de casa.

Investir tempo em passeios adequados previne problemas comportamentais e elimina a necessidade de intervenções corretivas posteriores. A qualidade do passeio impacta diretamente a harmonia da convivência entre tutor e pet. A liberdade durante o passeio não significa falta de controle ou segurança. Trata-se de equilibrar as regras necessárias com o respeito ao ritmo e aos interesses naturais do animal, construindo uma rotina que beneficia ambos.

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