Menino de 13 anos se dedica à reciclagem e transforma 34 toneladas de latinhas em R$ 127 mil
Descubra como Ryan Hulance criou um projeto de reciclagem de latinhas que já movimentou aproximadamente R$ 127 mil para caridade em três anos

Aos 10 anos, Ryan Hulance começou a perguntar a estabelecimentos próximos de casa se poderiam guardar as latinhas de alumínio que normalmente descartavam. O que começou com algumas centenas de unidades por semana cresceu de forma impressionante.
Três anos depois, aos 13 anos, o garoto de Solihull, na Inglaterra, alcançou uma estimativa de 1,5 milhão de latinhas recicladas, volume que corresponde a aproximadamente 34 toneladas de alumínio. O material que terminaria no lixo passou a gerar recursos destinados a instituições e ações de caridade. A iniciativa batizada de We Can já movimentou cerca de £18 mil, equivalente a aproximadamente R$ 127 mil, e continua expandindo enquanto Ryan mantém a rotina escolar e dedica cerca de 20 horas semanais ao projeto.
Como começou o projeto de reciclagem We Can
A história começou quando Ryan tinha apenas 10 anos. Na época, o garoto procurou estabelecimentos próximos de sua casa em Solihull, na Inglaterra, e perguntou se poderiam guardar as latinhas de alumínio que normalmente descartavam.
No início, eram apenas algumas centenas de unidades por semana. O material era levado para a casa da família, onde precisava ser armazenado e compactado antes de seguir para a reciclagem.
A quantidade cresceu rapidamente. A iniciativa passou a receber latinhas de empresas, estabelecimentos e outros pontos da comunidade.
A evolução de centenas para 20 mil latinhas por semana
Com o tempo, a rede chegou a aproximadamente 200 fornecedores regulares. O volume semanal alcançou cerca de 20 mil unidades, uma diferença impressionante em relação ao início do projeto.
Em dezembro de 2024, quando Ryan tinha 11 anos, a Aluminium Federation já registrava mais de 8 mil quilos de latinhas processadas pela iniciativa. Naquele momento, a entidade estimava que o peso correspondia a aproximadamente 350 mil unidades.
O projeto também já contava com 23 pontos de coleta. A operação havia contribuído com mais de £4.500 em alimentos para bancos de alimentos.
Infraestrutura necessária para processar toneladas de alumínio
A família precisou modificar a estrutura utilizada para lidar com o material conforme o projeto aumentou. No começo, as latinhas eram guardadas em casa e compactadas manualmente para ocupar menos espaço.
Esse método deixou de ser suficiente. A operação passou a contar com uma compactadora industrial, capaz de transformar grandes volumes de alumínio em blocos mais fáceis de armazenar e transportar.
A compactadora se tornou essencial para processar as aproximadamente 20 mil latinhas que chegam semanalmente aos pontos de coleta.
Aproximadamente 34 toneladas recicladas em três anos
Ryan alcançou a marca estimada de 1,5 milhão de latinhas em março de 2026, após aproximadamente três anos de atividade. Como a quantidade representa uma estimativa, não há uma pesagem oficial das 1,5 milhão de unidades.
Os números divulgados anteriormente pela Aluminium Federation permitem dimensionar o volume. Se 350 mil latinhas correspondiam a mais de 8 toneladas, a mesma proporção aplicada a 1,5 milhão de unidades resulta em aproximadamente 34 toneladas.
Os números indicam cerca de 34 toneladas de latinhas recicladas. A diferença em relação ao início do projeto mostra o tamanho da expansão que Ryan saiu de algumas centenas de recipientes por semana e chegou a receber aproximadamente 20 mil latinhas no mesmo período.
Reciclagem transformada em ação solidária
O objetivo de Ryan nunca foi apenas retirar resíduos do meio ambiente. Desde o começo, a proposta era encontrar uma maneira de combinar reciclagem com ajuda comunitária.
As latinhas são encaminhadas para reciclagem e o dinheiro obtido com o material é utilizado em ações de caridade. Até março de 2026, a iniciativa havia gerado aproximadamente £18 mil. Na conversão apresentada nas reportagens sobre o caso, o valor corresponde a cerca de R$ 127 mil.
O resultado representa uma mudança significativa em relação aos primeiros meses do projeto. Aquilo que inicialmente ocupava espaço na casa da família passou a funcionar como uma fonte de recursos para iniciativas destinadas a pessoas em situação de necessidade.
Como conciliar estudos e 20 horas semanais de reciclagem
O crescimento da We Can não fez Ryan abandonar a rotina escolar. Aos 13 anos, o garoto continua estudando e dedica aproximadamente 20 horas por semana ao projeto.
As atividades acontecem principalmente depois das aulas e durante os fins de semana. A rotina envolve recolher as latinhas, organizar o material, compactá-lo e preparar os volumes para transporte e reciclagem.
O tamanho da operação também fez com que a iniciativa deixasse de ser uma atividade exclusivamente familiar. A We Can Community CIC ganhou registro oficial em novembro de 2023 como uma Community Interest Company, modelo britânico destinado a organizações que desenvolvem atividades em benefício da comunidade.
Lições práticas para iniciar um projeto comunitário de reciclagem
A trajetória de Ryan oferece elementos transferíveis para quem deseja iniciar projetos semelhantes. O começo foi simples: identificar estabelecimentos próximos e propor a coleta de material que seria descartado.
A escalabilidade aconteceu de forma orgânica. À medida que a rede de fornecedores cresceu, a infraestrutura precisou acompanhar, migrando da compactação manual para equipamento industrial.
A formalização como organização comunitária permitiu expandir o alcance e consolidar parcerias. O modelo demonstra que ideias simples de sustentabilidade podem crescer em movimento comunitário com gestão adequada de parcerias e infraestrutura operacional.
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