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Ilha paradisíaca na Grécia oferece hospedagem grátis para quem quiser cuidar de gatos

Programa na ilha grega de Syros busca voluntários para ajudar a cuidar de felinos resgatados e controlar colônias

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Ilha de Syros, na Grécia
Ilha de Syros, na Grécia • Reprodução/Wikimedia Commons

Na ilha grega de Syros, no arquipélago das Cíclades, uma organização oferece uma experiência diferente para quem gosta de animais e quer passar um período no Mediterrâneo.

A Syros Cats recebe voluntários para ajudar no cuidado de gatos resgatados e no controle das colônias que vivem na ilha. Em troca, oferece hospedagem, café da manhã e contas pagas, mediante uma rotina de cinco horas de trabalho por dia, cinco dias por semana.

A experiência, porém, está longe de ser uma viagem de férias. O programa envolve trabalho voluntário de verdade e uma rotina dedicada ao bem-estar dos animais.

Como funciona o trabalho

O turno acontece das 8h às 13h, cinco dias por semana. Nesse período, os voluntários ajudam a alimentar os gatos, limpar caixas de areia e abrigos, socializar filhotes que estão disponíveis para adoção, administrar medicamentos e acompanhar animais em consultas veterinárias.

Também fazem parte da rotina as ações de captura para esterilização e o acompanhamento das colônias urbanas.

Segundo o portal de viagens Travel Tomorrow, pessoas com experiência como auxiliar veterinário podem ter preferência na seleção. Ainda assim, a organização também procura candidatos comprometidos, responsáveis e capazes de trabalhar de forma independente.

Quem pode se candidatar?

A Syros Cats procura pessoas que estejam realmente dispostas a participar da rotina de cuidados com os animais e não apenas viajantes interessados em passar alguns dias brincando com gatos.

Por isso, candidatos com menos de 25 anos raramente são escolhidos, já que a organização valoriza maturidade e autonomia para lidar com as tarefas do dia a dia.

Nômades digitais também podem se candidatar, desde que consigam conciliar o trabalho remoto com o turno fixo de voluntariado.

O processo começa com um formulário online, no qual o candidato apresenta suas motivações e conta sobre sua experiência com animais. Cada inscrição é analisada individualmente.

Entre os principais critérios estão:

  • Idade: preferência por pessoas com mais de 25 anos, principalmente pela necessidade de maturidade e autonomia;
  • Experiência: qualquer experiência anterior com cuidados de animais é valorizada, enquanto auxiliares veterinários podem ter preferência;
  • Permanência: o período mínimo é de um mês, mas estadias de dois ou três meses são mais desejadas;
  • Perfil: a organização procura pessoas independentes, pontuais e confortáveis com uma rotina de trabalho. Nômades digitais são aceitos, desde que organizem suas atividades fora do horário do voluntariado;
  • Restrições: não é permitido levar crianças ou animais de estimação. Voluntários de fora da Europa também precisam observar as regras do Espaço Schengen, que limitam a permanência a 90 dias dentro de um período de 180 dias.

As vagas para 2026 já foram preenchidas, depois de um grande número de candidaturas. Para quem pretende participar em 2027, as inscrições devem ser abertas em setembro de 2026.

O que o voluntário recebe e o que precisa pagar

Quem é aprovado no programa fica hospedado em um quarto individual, em uma casa compartilhada com outros dois ou três voluntários.

A organização oferece café da manhã, água, energia elétrica e Wi-Fi. Já os custos com a viagem até Syros, além de almoço, jantar e outras despesas pessoais, ficam por conta do voluntário.

A permanência mínima é de um mês, e a casa recebe no máximo quatro voluntários ao mesmo tempo. Crianças e animais de estimação não são permitidos.

Uma ilha com um problema histórico de superpopulação

A oportunidade de voluntariado está diretamente ligada a uma questão que há décadas faz parte da realidade de Syros e de outras ilhas gregas: a grande quantidade de gatos vivendo nas ruas.

Sem predadores naturais e com reprodução pouco controlada, as populações cresceram rapidamente ao longo dos anos. O resultado foi o aumento do número de animais doentes, famintos e em situações de conflito com moradores.

Foi nesse cenário que a Syros Cats surgiu, na década de 1990. A organização passou a trabalhar principalmente com o método TNR — sigla em inglês para Trap, Neuter and Return, ou seja, capturar, esterilizar e devolver os animais ao local onde vivem.

Ao longo das décadas, centenas de gatos foram esterilizados e passaram a ser monitorados em Ermoupoli, capital de Syros, e nas comunidades próximas.

Assim, os gatos que podem ser vistos circulando pelas ruas e pelos cafés de Ermoupoli fazem parte de uma população acompanhada pela organização. Muitos são identificados e monitorados, dentro de um esforço contínuo para controlar o crescimento das colônias e melhorar as condições de vida dos animais.

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Jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Atuou na Rádio UFMG Educativa e em empresas de marketing, com experiência em produção de conteúdo, SEO e redação Atualmente, escreve, em colaboração com a Itatiaia, nas editorias de entretenimento e variedades.

 

 

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