EUA aprovam novo colírio para o tratamento de ‘vista cansada’

A decisão da FDA fundamentou-se em três estudos clínicos de fase 3 (CLARITY 1, 2 e 3)

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A agência reguladora dos Estados Unidos, Food and Drug Administration (FDA), autorizou a comercialização do VIZZ, um colírio de uso diário destinado ao tratamento da presbiopia, popularmente conhecida como “vista cansada”. O medicamento, desenvolvido pela LENZ Therapeutics, utiliza uma solução de aceclidina a 1,44% e promete corrigir a visão de perto sem o auxílio de óculos. A previsão é que o produto chegue ao mercado norte-americano no quarto trimestre de 2025.

Inovação no tratamento

O VIZZ é o primeiro fármaco baseado em aceclidina aprovado para esta condição, que atinge cerca de 1,8 bilhão de pessoas globalmente. A presbiopia é um processo natural de envelhecimento ocular que dificulta o foco em objetos próximos, manifestando-se geralmente após os 40 anos.

Segundo Eef Schimmelpennink, CEO da LENZ Therapeutics, a aprovação representa um avanço para os 128 milhões de norte-americanos que convivem com a visão embaçada. O executivo destaca que o colírio apresentou eficácia comprovada por um período de até 10 horas.

Mecanismo de ação e estudos clínicos

O diferencial do novo tratamento reside no uso da aceclidina, que atua na contração do músculo esfíncter da íris. Este movimento amplia a profundidade do foco, melhorando a nitidez para perto sem causar miopia secundária.

A decisão da FDA fundamentou-se em três estudos clínicos de fase 3 (CLARITY 1, 2 e 3):

  • Eficácia: Os testes apontaram melhora na visão em apenas 30 minutos após a aplicação, com duração prolongada.
  • Segurança: Em um acompanhamento de seis meses, o medicamento foi considerado bem tolerado.
  • Efeitos Colaterais: As reações mais frequentes incluíram irritação ocular leve, visão turva temporária e cefaleia, todas de resolução espontânea.

Impacto no setor oftalmológico

Para especialistas da área, a chegada do medicamento pode alterar o padrão de cuidados atuais. O pesquisador clínico Marc Bloomenstein classificou a aprovação como uma “mudança de paradigma disruptiva”, oferecendo aos optometristas e oftalmologistas uma alternativa farmacológica eficaz para uma demanda crescente de pacientes que buscam independência dos óculos de leitura.

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