Eclipse solar mais longo do século: data, hora, duração e onde será visto
Descubra por que o eclipse de agosto de 2027 será o mais longo do século, como funciona o alinhamento e quais equipamentos usar com segurança.

Em agosto de 2027, o planeta vai testemunhar um espetáculo astronômico raro: o eclipse solar total mais longo do século 21, com mais de seis minutos de escuridão completa. O ponto de maior duração deve ocorrer próximo a Luxor, no Egito, com 6min22s de totalidade.
Esse fenômeno excepcional ilustra um alinhamento perfeito entre Sol, Lua e Terra — e oferece uma oportunidade única para entender como eclipses solares totais acontecem e por que alguns duram mais que outros. Este guia explica a física por trás do evento, os procedimentos essenciais de segurança e o que esperar durante a totalidade.
Por que este eclipse será o mais longo entre 1991 e 2114
A duração incomum deste eclipse está diretamente ligada ao perigeu, o momento em que a Lua se encontra no ponto mais próximo da Terra em sua órbita elíptica. Nessa configuração orbital, a sombra projetada pelo satélite natural fica maior e deve cobrir uma área estimada em 2,5 milhões de quilômetros quadrados.
Esse fenômeno supera o eclipse de abril de 2024 na América do Norte, que teve 4min28s de totalidade. A raridade deste evento astronômico específico o coloca como o eclipse total de maior duração na Terra em um período de 123 anos.
Como funciona o alinhamento entre Sol, Lua e Terra
Durante um eclipse solar total, um alinhamento preciso faz com que Sol e Lua pareçam ter exatamente o mesmo tamanho quando observados da Terra. Essa coincidência aparente acontece porque o Sol é cerca de 400 vezes maior que a Lua, mas também está cerca de 400 vezes mais distante de nosso planeta.
Quando os três corpos celestes se alinham perfeitamente e a Lua está próxima o suficiente da Terra, o disco lunar consegue cobrir completamente o disco solar. É essa geometria específica que possibilita a ocorrência de eclipses solares totais.
O que acontece durante a totalidade do eclipse
No momento em que a Lua encobre totalmente o Sol, o ambiente passa por transformações visuais marcantes. O céu escurece rapidamente até atingir um brilho que lembra o crepúsculo, permitindo que estrelas apareçam mesmo durante o dia.
A coroa solar — a atmosfera externa do Sol, normalmente invisível devido à luz intensa do disco solar — torna-se visível e se destaca como um halo luminoso ao redor da Lua. Essa camada atmosférica solar permanece escondida em condições normais, revelando-se apenas durante esses breves momentos de totalidade.
Onde o eclipse será visível e os horários do fenômeno
A faixa de escuridão total vai cruzar Europa, África e Oriente Médio, com a rota principal incluindo Espanha, Marrocos, Argélia, Tunísia, Líbia, Egito, Sudão, Arábia Saudita, Iêmen e Somália. Em outras regiões, observadores na Europa, África, sul da Ásia e leste da América do Norte devem ver apenas um eclipse parcial, com a Lua encobrindo somente parte do disco solar.
Os horários do fenômeno variam conforme o fuso horário local. Tomando como referência o horário de Brasília: o eclipse parcial começa às 04h30, a totalidade às 05h23, o ponto máximo às 07h06, o fim da totalidade às 08h49 e o término do eclipse parcial às 09h43.
Equipamentos certificados são essenciais para observação segura
Olhar diretamente para o Sol sem proteção adequada pode causar danos permanentes à visão, mesmo durante um eclipse parcial. A observação exige o uso de óculos especiais certificados pela norma ISO 12312-2 ou telescópios equipados com filtros solares apropriados.
Esses equipamentos de proteção bloqueiam a radiação nociva que pode lesionar a retina. Óculos de sol comuns, mesmo os muito escuros, não oferecem proteção suficiente e não devem ser usados para observar o Sol durante nenhuma fase do eclipse.
Quando é seguro remover a proteção ocular
A proteção para os olhos só pode ser retirada durante o breve período em que o Sol estiver completamente encoberto pela Lua. Observadores que estiverem dentro da faixa de totalidade podem ficar sem os óculos certificados apenas no intervalo exato em que a Lua cobrir totalmente o disco solar.
Assim que qualquer porção do Sol começar a reaparecer — mesmo uma fração mínima —, os óculos de proteção devem ser recolocados imediatamente. Durante todas as fases parciais do eclipse, antes e depois da totalidade, a proteção ocular permanece obrigatória.
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