A psicologia afirma que quem conversa com os animais de estimação possui essas características
Capacidade de adaptação, resposta a feedbacks e empatia são algumas das qualidades de quem interage com os pets

Os pets são mais do que apenas animais de estimação, fazendo parte da família. Eles são nossos melhores amigos, alegrando os dias mesmo nos momentos mais difíceis. Por isso, é comum falarmos com os animais como se eles fossem humanos, avisando os horários de saída para o trabalho, a hora de jantar e até tendo grandes conversas com os bichos.
Chegamos até a adotar diferentes tons de voz, palavras e ritmos para nos dirigirmos aos pets, recebendo como resposta um balançar de rabo, lambidas ou latidos agitados.
Para a psicologia, conversar com o pet como se ele fosse humano é sinal de uma série de características e traços de personalidades importantes, que nos ajudam a compreender como um indivíduo interage com o mundo ao seu redor.
As 7 características de quem conversa com os animais
Segundo especialistas, pessoas que falam com os seus pets são dotados de algumas qualidades únicas. Confira:
Capacidade de adaptar a mensagem ao público
Uma boa comunicação é essencial no dia a dia, sendo necessário descobrir como adaptar a forma de transmitir mensagens de acordo com o ouvinte. Ao falar com um animal de estimação, as pessoas simplificam a linguagem, repetem palavras importantes e utilizam um tom mais emocional.
Os cães, em especial, são sensíveis a mudanças na fala, de modo que ao adequar a forma de se comunicar ao animal, você está exercendo uma importante habilidade.
Embora muitas vezes feito de maneira inconsciente, o resultado é uma comunicação única, com sinais exclusivos para um ouvinte que não fala.
Resposta a feedbacks
Um animal de estimação não consegue demonstrar que entendeu apenas algumas palavras da frase e não o resto. Nesses casos, os donos são forçados a repetir suas frases e observar outros sinais para entender se o pet compreendeu a mensagem, como o olhar, a postura e os movimentos.
Isso demonstra a capacidade de perceber e utilizar o “feedback” recebido e, assim, adequar a comunicação.
Paciência e atenção
Ao conversar com um ser humano, estamos sujeitos a receber respostas, perguntas ou ações em retorno. Mas conversar com um animal é diferente e exige um estilo comunicacional único.
Afinal, a recompensa não será por meio de respostas verbais, mas sim por meio de movimentos de cauda, uma inclinação da cabeça, uma piscadela lenta, uma mudança na respiração ou simplesmente uma presença estável.
Por isso, manter esse tipo de interação demonstra a capacidade de paciência e atenção de um indivíduo.
Curiosidade em compreender os outros
Conversar com os animais como se fossem pessoas, conferindo uma voz humana a um animal é uma forma de antropomorfismo, isto é, a atribuição de características e intenções humanas a um agente não humano.
Para a psicologia, esse é um comportamento natural da cognição social. Especialistas afirmam que esse hábito diz respeito a uma motivação em explicar, compreender e prever o comportamento de outro agente, além de significar um desejo de conexão social.
Dessa forma, imaginar o que um gato ou cachorro está pensando pode ser uma tentativa de tornar uma mente desconhecida mais compreensível, através da imaginação e da leitura das interações sociais.
Empatia
Conversar com um animal de estimação confere um peso psicológico à interação, de modo que o pet se torna um parceiro ativo, não apenas um objeto na casa. Segundo estudos, esse vínculo estabelecido com o animal através da comunicação está diretamente relacionado à empatia, apego e antropomorfismo.
Esses processos podem sustentar a preocupação com o bem-estar animal, incluindo maior sensibilidade a dores e situações vividas pelos pets.
Comunicação e expressão de sentimentos
A maioria das pessoas que conversam com os seus animais de estimação não falam apenas sobre comida e passeios. Elas desabafam, pedem conselhos e dizem coisas que, muitas vezes, não diriam a um humano.
Esse comportamento é um importante indicador da capacidade de expressar sentimentos e da abertura emocional de um indivíduo, características compartilhadas por diversos donos de pets.
Conexão por meio de pequenos rituais
Como você dormiu? Está com fome? Perguntas como essas podem não significar muito para um animal de estimação, mas mostram como uma pessoa presta atenção e se importa com o bem-estar do animal.
Cumprimentos repetidos, explicações e apelidos carinhosos podem se tornar rituais que organizam um relacionamento e tornam o vínculo humano-animal ainda mais profundo.
Jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Atuou na Rádio UFMG Educativa e em empresas de marketing, com experiência em produção de conteúdo, SEO e redação Atualmente, escreve, em colaboração com a Itatiaia, nas editorias de entretenimento e variedades.



