6 técnicas de estudo para melhorar a memória e turbinar seu aprendizado, segundo especialistas
Praticar o que você aprendeu, testar seus conhecimentos, escrever à mão e dormir bem são alguns dos hábitos que ajudam a melhorar a memória e tornar os estudos mais eficientes

Estudar por muitas horas nem sempre significa aprender mais. Na verdade, a forma como você organiza sua rotina e revisa os conteúdos pode fazer toda a diferença na hora de assimilar informações e lembrar do que estudou.
Mark McDaniel, Henry L. Roediger e Peter C. Brown, especialistas em psicologia da aprendizagem e autores do livro Make It Stick: The Science of Successful Learning, apresentam algumas estratégias que ajudam a tornar o aprendizado mais eficiente. As recomendações mostram que pequenas mudanças nos hábitos de estudo podem trazer bons resultados, especialmente para quem está se preparando para o vestibular.
Confira seis dicas para aproveitar melhor seu tempo de estudo e aprender de maneira mais consistente:
1. Coloque em prática o que você aprende
Ler um conteúdo e achar que entendeu é diferente de conseguir explicar ou aplicar o que acabou de estudar. Por isso, uma das melhores maneiras de aprender é usar o conhecimento na prática.
Quando você coloca uma informação em uso, precisa recuperá-la da memória e estabelecer conexões com aquilo que já sabe. Isso ajuda a compreender melhor o assunto e aumenta as chances de se lembrar dele depois.
Em vez de apenas ler a teoria, resolva exercícios, crie exemplos próprios e tente relacionar o conteúdo com situações do cotidiano. Quanto mais você trabalha com o conhecimento, mais oportunidades tem de consolidá-lo.
2. Teste seus conhecimentos antes da prova
Reler livros e anotações pode dar a sensação de que você domina um assunto. Mas reconhecer uma informação durante a leitura não significa necessariamente conseguir lembrá-la sozinho.
É aí que entra a prática de recuperação: em vez de consultar o material o tempo todo, tente responder a perguntas, resolver questões e explicar o conteúdo com suas próprias palavras.
Uma boa estratégia é fazer pequenos simulados depois de estudar determinado tema. Além de ajudar a fixar o que foi aprendido, esse exercício mostra quais pontos você já domina e quais precisam de mais atenção.
A técnica também se aproxima do método Feynman, que propõe explicar um assunto de maneira simples para verificar se você realmente o compreendeu.
3. Alterne as matérias para manter o ritmo
Passar a tarde inteira estudando uma única disciplina pode parecer produtivo, mas nem sempre é a melhor escolha. Depois de algum tempo, a concentração pode diminuir, e o estudo se tornar repetitivo.
Uma alternativa é intercalar matérias ou tipos de exercícios ao longo da rotina. Se você precisa estudar matemática, história e química, por exemplo, pode organizar blocos de estudo para cada uma delas, em vez de dedicar muitas horas seguidas a apenas um assunto.
Essa estratégia, conhecida como prática intercalada, ajuda a exercitar a capacidade de distinguir conceitos e escolher a abordagem adequada para cada problema.
4. Revise o conteúdo ao longo do tempo
Você já estudou um assunto, teve a impressão de que sabia tudo e, algumas semanas depois, percebeu que havia esquecido boa parte dele?
Isso acontece porque o cérebro precisa de oportunidades para recuperar e reforçar as informações. Por isso, concentrar toda a revisão na véspera de uma prova nem sempre produz os melhores resultados.
Uma estratégia mais eficiente é distribuir os estudos ao longo dos dias. Depois de aprender um conteúdo, retome-o no dia seguinte, alguns dias depois e novamente nas semanas seguintes.
Esse método é conhecido como repetição espaçada. Combinado com exercícios e perguntas feitas sem consultar o material, ele ajuda a fortalecer a memória de longo prazo.
5. Aposte na escrita à mão
Fazer anotações à mão pode ser uma boa maneira de participar mais ativamente do aprendizado. Ao escrever, você precisa selecionar as informações importantes, organizar as ideias e transformá-las em palavras.
Esse processo pode ajudar na compreensão e na retenção do conteúdo, principalmente quando você evita simplesmente copiar tudo o que está escrito no livro ou na tela.
Uma pesquisa da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia investigou as diferenças entre escrever à mão e digitar, observando a atividade cerebral associada a essas tarefas. Os resultados mostraram que escrever à mão estimula habilidades motoras e cognitivas, contribuindo para a criatividade, a concentração e a memória. Esse processo pode facilitar a assimilação e a retenção das informações, ajudando o cérebro a fixar melhor o conteúdo estudado.
6. Troque parte do café por uma boa noite de sono
Dormir bem não é perda de tempo. Pelo contrário, faz parte do processo de aprendizagem. Durante o sono, o cérebro participa da consolidação das memórias, ajudando a organizar as informações adquiridas ao longo do dia.
Quando você dorme pouco, pode ter mais dificuldade para manter a atenção, compreender conteúdos novos e recuperar informações durante uma prova. Por isso, tentar compensar o cansaço com café e longas horas de estudo pode acabar prejudicando seu rendimento.
Manter horários regulares para dormir, fazer pausas e evitar sacrificar o descanso para estudar até de madrugada são atitudes que favorecem uma rotina mais equilibrada.
Outra dica é aproveitar os períodos em que você costuma estar mais alerta para estudar os conteúdos mais difíceis. Para algumas pessoas, esse momento é pela manhã; para outras, pode ser à noite.
Observe sua rotina e organize as tarefas de acordo com seus níveis de energia e concentração.
Jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Atuou na Rádio UFMG Educativa e em empresas de marketing, com experiência em produção de conteúdo, SEO e redação Atualmente, escreve, em colaboração com a Itatiaia, nas editorias de entretenimento e variedades.



