Inflação em Varginha sobe 0,50% em janeiro impulsionada pela educação

Reajuste em mensalidades escolares e alta nos combustíveis compensam queda nos alimentos; no acumulado de 12 meses, índice chega a 3,57%.

O grande vilão do bolso foi o grupo Educação, que saltou quase nove por cento por causa dos reajustes nas mensalidades escolares.

O Índice Municipal de Preços ao Consumidor (IMPC) de Varginha fechou o mês de janeiro de 2026 com alta de 0,50%. O resultado, divulgado pelo Instituto Federal do Sul de Minas em parceria com o Unis e o GEESUL, mostra que a inflação na cidade acumula uma elevação de 3,57% nos últimos 12 meses. O indicador geral foi pressionado principalmente pelo setor de serviços e energia.

O grupo Educação registrou a alta mais expressiva, atingindo 8,98%. De acordo com os pesquisadores, esse avanço ocorreu devido aos reajustes nas mensalidades escolares do ensino básico, típicos do início do ano letivo. O setor de Transportes também subiu (0,53%), influenciado pelos aumentos nos preços médios do etanol, da gasolina e do diesel.

Em contrapartida, o grupo Alimentação apresentou queda de -1,81%. Produtos como batata (-26,93%), cebola (-21,31%) e banana (-13,58%) ficaram mais baratos devido à maior oferta no período. Entretanto, o consumidor ainda sentiu o peso do tomate, que subiu quase 16%, e da carne bovina, que ficou 2,75% mais cara devido à alta demanda.

Leia também

O estudo aponta que a difusão inflacionária diminuiu, o que significa que menos produtos subiram de preço em comparação ao mês anterior. Porém, a amplitude entre o item que mais subiu e o que mais caiu foi considerada alta. Para o próximo mês, a previsão é de que a colheita de alguns alimentos ajude a segurar os preços, embora novos reajustes em serviços ainda sejam esperados.

Ouvindo...