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Vacina de dose única do Butantan é forte aliada no combate contra a dengue no Brasil

Imunizante Butantan-DV protege contra os quatro sorotipos e tem eficácia de 75%, segundo estudos

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Imunizante será incluído no calendário nacional de vacinação com oferta exclusiva pelo Sistema único de Saúde (SUS)
Imunizante será incluído no calendário nacional de vacinação com oferta exclusiva pelo Sistema único de Saúde (SUS) • nuzeee/Pixabay

A Butantan-DV é a nova vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan, ligado à Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo. É o primeiro imunizante de dose única capaz de agir contra os quatro sorotipos do vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti.

A Anvisa aprovou o uso para pessoas de 12 a 59 anos, e a expectativa é que a cobertura seja ampliada para outros grupos. Para Esper Kallás, diretor do Instituto Butantan e professor da Faculdade de Medicina da USP, o país ganha “uma arma importante” contra uma doença que provoca surtos todos os anos e que atingiu, em 2024, sua maior epidemia.

Como a doença age

Segundo Kallás, a dengue é uma doença aguda que causa febre, dores no corpo e, em alguns casos, vermelhidão na pele. Em situações mais graves, o paciente pode apresentar sangramentos no nariz, dor abdominal intensa e desidratação, sinais que exigem atendimento hospitalar.

Os quadros mais severos são conhecidos popularmente como dengue hemorrágica, mas o termo correto é dengue grave.

A eficácia da vacina

O estudo clínico reuniu mais de 16 mil voluntários em várias regiões do país. Os resultados mostram eficácia de cerca de 75% ao longo de cinco anos de acompanhamento.

Entre os vacinados que ainda assim tiveram dengue, 93% não desenvolveram formas graves ou sinais de alerta. Kallás destaca que todos os pacientes hospitalizados que participaram do estudo estavam no grupo placebo, ou seja, não receberam a vacina.

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Ele explica ao Jornal da Usp que a pessoa vacinada ainda pode contrair dengue, mas tem risco muito menor de evoluir para quadros graves. Também há impacto na transmissão: quem está imunizado e não adoece não transmite o vírus para outros mosquitos, e mesmo quando adoece, a quantidade de vírus no sangue é bem menor, reduzindo o potencial de contágio.

Por que a formulação é tetravalente

Os testes da Butantan-DV começaram em 2016 e seguiram até 2024. O tempo de pesquisa foi maior porque a vacina reúne proteção contra quatro vírus diferentes, os sorotipos 1, 2, 3 e 4 da dengue.

Kallás explica que não é viável ter uma vacina que proteja apenas contra um sorotipo, pois isso poderia criar um desequilíbrio semelhante ao risco observado quando a pessoa tem dengue pela segunda vez, situação em que a doença costuma ser mais severa.

Por isso, a formulação precisa ser combinada e equilibrada. Uma vacina tetravalente evita esse problema e garante proteção simultânea contra todos os sorotipos, aumentando a eficácia e a segurança para a população.

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Izabella Gomes se graduou em Jornalismo na PUC Minas. Na Itatiaia, produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo. Atualmente, colabora com as editorias de Educação e Saúde.

 

 

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