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Gravidez na adolescência: risco de morte materna é maior entre meninas de até 14 anos

Estudo revela que três em cada quatro adolescentes que já engravidaram são pretas ou pardas

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Mulher grávida feliz em casa cuidando do filho. A jovem futura mãe segurando o bebê na barriga. Cuidados pré-natais de maternidade
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Meninas de 10 a 14 anos que engravidam no Brasil apresentam uma Razão de Mortalidade Materna de 75 óbitos a cada 100 mil nascidos vivos, segundo estudo do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA). Entre adolescentes de 15 a 19 anos, o índice é de 47 mortes a cada 100 mil nascidos vivos.

Os dados fazem parte do estudo "Consequências socioeconômicas da gravidez na adolescência no Brasil", elaborado pelo UNFPA a partir da metodologia MILENA 1.0. A análise utilizou informações dos sistemas nacionais de saúde do SUS entre 2006 e 2024, incluindo dados sobre nascimentos, internações e mortalidade.

Embora a fecundidade na adolescência tenha apresentado queda no país, o estudo aponta que a redução ocorre em ritmo mais lento entre meninas de 10 a 14 anos. O cenário também é marcado por desigualdades: três em cada quatro adolescentes que já engravidaram são pretas ou pardas, segundo os dados analisados pelo estudo.

As diferenças também aparecem entre as regiões brasileiras. Apesar da tendência geral de queda da gravidez na adolescência, a incidência permanece mais elevada nas regiões Norte e Nordeste.

O estudo também aponta impactos sobre a saúde e os gastos públicos. Segundo a estimativa, os gastos anuais com assistência médica e cuidados de saúde para gestantes precoces chegam a R$ 170 milhões.

Para Florbela Fernandes, representante do UNFPA no Brasil, a prevenção da gravidez na adolescência também está relacionada à proteção da saúde das jovens. “Ao prevenirmos a gestação precoce, asseguramos que essas jovens concluam seus projetos de vida, invistam em capacitação e acessem o mercado de trabalho. Isso traz ganhos para toda a sociedade e evita tragédias como a morte materna evitável por complicações no parto e anemia”, afirma.

Além dos efeitos na saúde, o estudo estima que o conjunto dos custos econômicos relacionados à gravidez e à maternidade na adolescência chega a R$ 6,2 bilhões por ano no Brasil, equivalente a 0,06% do Produto Interno Bruto (PIB) de 2024.

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Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.

 

 

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