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Dor na coluna: magnésio, vitamina D e colágeno realmente ajudam? Ortopedista responde

Especialista explica quando a suplementação pode ser indicada e por que ela não substitui a investigação da causa da dor

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Sua lombar implorou por socorro? O resgate chegou
Tratamento deve ser individualizado e orientado por um profissional • Freepik

Magnésio, vitamina D e colágeno são frequentemente associados ao fortalecimento da coluna e ao alívio de dores. No entanto, o ortopedista Daniel Oliveira, especialista em coluna vertebral, alerta que a dor nas costas não indica, necessariamente, deficiência desses nutrientes.

"Antes de prescrever suplementos, precisamos investigar a causa da dor. Uma lombalgia pode ser um quadro musculoesquelético inespecífico, que melhora em poucos dias, ou decorrer de hérnia de disco, artrose, estenose ou fraturas, entre outras condições", explica.

A vitamina D é essencial para o metabolismo do cálcio, a saúde óssea e a função muscular. Segundo Daniel, deficiências comprovadas devem ser tratadas conforme indicação clínica, mas a suplementação não é um tratamento padrão para dor nas costas.

"Estudos clínicos não comprovam que a vitamina D atue como analgésico ou regenere discos intervertebrais. Para quem já possui níveis adequados, a suplementação adicional não reverte hérnias nem elimina a dor", afirma.

O magnésio é importante para as funções muscular e nervosa, mas as evidências sobre seu uso para dores são inconclusivas. "Não há base científica para recomendar o mineral como tratamento rotineiro para dor lombar ou cervical. Não faz sentido prescrevê-lo automaticamente para todos os pacientes", ressalta o especialista.

Quanto ao colágeno, existe a expectativa de que ele possa reconstruir estruturas da coluna, mas o processo biológico é mais complexo. Embora haja estudos sobre peptídeos de colágeno em condições musculoesqueléticas, os resultados não são aplicáveis diretamente à coluna. "Até o momento, não há evidências de que o colágeno regenere discos degenerados, reverta artrose ou elimine hérnias de disco", explica.

Para o ortopedista, buscar uma solução única ignora a complexidade da coluna, que envolve músculos, articulações, discos, ligamentos e nervos. Além disso, fatores como condicionamento físico, sono, sedentarismo, tabagismo e aspectos psicossociais influenciam diretamente no quadro.

Em casos de dor inespecífica, as estratégias com maior respaldo científico focam na retomada gradual das atividades, exercícios físicos e reabilitação. Fisioterapia, educação sobre a condição e medicamentos podem ser indicados conforme a necessidade.

"O tratamento deve ser personalizado com base no diagnóstico e nas necessidades do paciente. Suplementos podem ter indicações específicas, mas não são isentos de riscos. Doses excessivas podem causar efeitos adversos e interagir com medicamentos; portanto, o fato de serem 'naturais' não autoriza o consumo indiscriminado", alerta o médico.

Para Daniel, a pergunta mais importante diante de uma dor na coluna não deveria ser necessariamente qual suplemento tomar. “Quando o assunto é coluna, portanto, muitas vezes a pergunta mais útil não é: ‘qual suplemento eu devo tomar?’, mas sim: ‘por que estou sentindo essa dor?’ Quando respondemos corretamente à segunda pergunta, fica muito mais fácil decidir o que realmente vale a pena fazer.”

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Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.

 

 

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