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Setembro Safira: médico alerta para os principais erros ao usar lentes de contato

Dormir com as lentes é um dos erros mais comuns entre os usuários

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Material pode ser acoplado à lente de contato e faz com que a visão perceba comprimentos de onda invisíveis aos olhos
Cuidado é estendido ao estojo em que as lentes são armazenadas • via Wikimedia Commons / CC BY-SA 3.0

A campanha Setembro Safira busca conscientizar sobre o uso correto e seguro das lentes de contato. Hábitos como dormir com as lentes, tomar banho usando-as ou prolongar o período de descarte estão entre os erros mais comuns entre os usuários.

"Lentes de contato são seguras quando bem indicadas e bem cuidadas. Para muita gente, significam conforto e liberdade no dia a dia", afirma o oftalmologista Tiago César Pereira Ferreira, membro da Sociedade Brasileira de Oftalmologia.

O especialista destaca que elas também podem melhorar de forma expressiva a qualidade da visão em alguns problemas da córnea, como o ceratocone. Apesar disso, a lente não deve ser tratada como um acessório qualquer.

“A lente fica diretamente sobre a córnea durante horas. Então, higiene, tempo de uso, descarte e acompanhamento não são detalhes. Fazem parte do uso da lente." Um dos principais cuidados é evitar qualquer contato com água, seja da torneira, do chuveiro, da piscina ou do mar.

Isso porque a água não é estéril e pode carregar microrganismos. Um deles é a Acanthamoeba, que pode causar uma infecção rara, mas agressiva, chamada ceratite por Acanthamoeba. "Costuma exigir tratamento prolongado e, nos casos mais graves, pode deixar cicatrizes e comprometer a visão."

Dormir com lentes que não foram indicadas para esse tipo de uso também aumenta o risco de complicações. "Durante o sono, a córnea já recebe menos oxigênio. Manter uma lente sobre ela durante horas acrescenta mais um fator de estresse à superfície ocular." O soro fisiológico também não substitui a solução indicada para a desinfecção das lentes reutilizáveis.

O estojo exige cuidados próprios. "Não adianta limpar a lente e colocá-la de volta em um recipiente mal cuidado ou completar a solução nova sobre o líquido que ficou ali desde o dia anterior." A solução antiga deve ser descartada, e o estojo precisa ser higienizado e trocado periodicamente. Já nas lentes descartáveis diárias, a orientação é direta: "Usou, descartou."

A falta de cuidados pode favorecer problemas como a ceratite infecciosa. Em casos mais graves, a infecção pode provocar uma úlcera e deixar cicatrizes na córnea, comprometendo a visão. Por isso, sintomas como dor importante ou vermelhidão exigem atenção. “A primeira atitude é retirar a lente. Depois, é preciso procurar avaliação oftalmológica."

O acompanhamento também é importante mesmo quando a lente parece confortável. "Conforto é importante, mas existem alterações que o paciente não percebe no começo." Para o especialista, o principal recado da campanha é não tratar a lente como algo banal.

"As dicas são simples: lavar as mãos antes de mexer nas lentes; secá-las bem. Evite colocar a lente em contato com água e use sempre a solução indicada; respeitar o prazo de descarte; cuidar do estojo; não dormir com as lentes sem indicação específica e fazer acompanhamento com o oftalmologista."

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Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.

 

 

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