Itatiaia

Vacina contra herpes-zóster é associada a menor risco cardiovascular, aponta estudo

Pesquisa foi feita com pessoas com 60 anos ou mais e analisou riscos de doença isquêmica do coração, insuficiência cardíaca e AVC isquêmico

Por
Hesitação vacinal refere-se ao atraso ou à recusa em aceitar vacinas
Vacina usa engenharia genética para injetar proteína específica e inofensiva do vírus • Pedro Gravatá

A vacina recombinante Shingrix, contra herpes-zóster, está associada a um menor risco de eventos cardiovasculares em idosos, segundo estudo publicado na revista científica Nature Medicine nesta quarta-feira (26).

A pesquisa comparou, ao longo de sete anos, a ocorrência de doença isquêmica do coração, insuficiência cardíaca e AVC isquêmico em pessoas com 60 anos ou mais nos Estados Unidos. A análise acompanhou os pacientes antes e depois de uma mudança rápida na estratégia de imunização no país.

Os dois imunizantes avaliados utilizam tecnologias distintas: a vacina antiga contém o vírus atenuado, enquanto a recombinante utiliza engenharia genética para introduzir apenas uma proteína específica e inofensiva do vírus.

A Shingrix foi associada a uma queda de 9% nos eventos cardiovasculares gerais no período analisado. Pacientes que receberam o imunizante recombinante viveram mais tempo sem diagnósticos cardíacos do que aqueles imunizados com o vírus atenuado.

Entre os quadros analisados, a doença isquêmica do coração e a insuficiência cardíaca registraram as reduções mais expressivas em ambos os sexos, caindo 10% e 12%, respectivamente.

Apesar dos resultados promissores, especialistas ressaltam que a relação de causa e efeito ainda precisa ser confirmada por estudos clínicos controlados. Além disso, os dados sugerem que a proteção diminui com o tempo, já que a associação foi mais evidente na primeira metade do período de acompanhamento.

“Um ensaio randomizado seria a melhor forma de responder com confiança se vacinas recombinantes realmente trazem os benefícios vistos aqui. No entanto, até que esse teste exista, este estudo oferece evidências observacionais de alta qualidade sobre o impacto do imunizante”, afirmou o pesquisador Hugo Pedder ao The Guardian.

Por

Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.

 

 

Belo Horizonte