Itatiaia

Rio de Janeiro tem caso confirmado de sarampo, informa Ministério da Saúde

Paciente com sarampo é uma mulher sem registro de vacinação

Por
Pessoa com alergia e manchas vermelhas na pele
Pacientes apresentam erupções avermelhadas na pele e coceira intensa nas mãos • Freepik

A cidade do Rio de Janeiro tem um caso de sarampo confirmado. Segundo o Ministério da Saúde, a paciente é uma mulher de 22 anos sem registro de vacinação, que trabalha em um hotel na capital fluminense.

Segundo a pasta, após a notificação nessa quarta-feira (1º), foram adotadas medidas imediatas de investigação, vacinação de bloqueio na residência da paciente, no local de trabalho e no serviço de saúde, além de uma varredura na região para identificar possíveis outros casos.

Este é o segundo caso da doença registrado no Brasil em 2026. O primeiro ocorreu em São Paulo, quando uma criança de seis meses testou positivo. O bebê havia voltado de uma viagem a La Paz, na Bolívia, que tem surto ativo da doença.

Apesar dos casos, o Brasil tem certificado de área livre do sarampo desde 2024. O Ministério da Saúde ressalta que as ocorrências de sarampo não alteram esse status. “O país mantém esse cenário mesmo após a perda da certificação regional das Américas, em razão de surtos em países como Estados Unidos, Canadá e México”, informa a pasta.

Vacinação, sintomas e transmissão do sarampo

O Ministério da Saúde tem realizado campanhas de vacinação em áreas de fronteira do Brasil com outros países. O calendário do Sistema Único de Saúde (SUS) prevê a aplicação da vacina contra o sarampo em duas doses: a primeira, aos 12 meses (tríplice viral), e a segunda, aos 15 meses (tetraviral).

Todas as pessoas com até 59 anos que não tenham comprovante das duas doses devem se imunizar. Entre pessoas de cinco a 29 anos, a imunização é feita com duas doses, com intervalo mínimo de 30 dias entre elas. Pacientes de 30 a 59 anos devem tomar apenas uma dose.

Os sintomas do sarampo podem ser confundidos com outras doenças virais. Os pacientes apresentam erupções avermelhadas na pele e coceira intensa nas mãos. A transmissão ocorre por contato direto com pessoas infectadas, por via aérea, ao tossir, espirrar, falar ou respirar.

Por

Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.

 

 

Belo Horizonte