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Técnica brasileira pode remover tumores de mama sem cirurgia, aponta estudo

Entre os casos analisados na pesquisa, um a cada três teve a remoção completa do câncer usando o método

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Extração do tecido pode remover a lesão, dependendo do tamanho do tumor • Divulgação/Sociedade Brasileira de Mastologia

Uma técnica desenvolvida no Brasil para remoção completa de tumores na mama promete ser uma opção menos invasiva em relação às cirurgias disponíveis atualmente. Um estudo envolvendo o procedimento foi publicado na revista científica Annals of Surgical Oncology (ASO), da Sociedade Americana de Cirurgia Oncológica, em agosto deste ano.

O método consiste em combinar a biópsia a vácuo, também conhecida como mamotomia, com a raspagem das margens da cavidade tecidual da mama para identificar se a lesão ainda permanece no local.

O procedimento dispensa cirurgias de extração do tumor para submetê-lo a biópsia. Além disso, a própria extração do tecido pode remover a lesão, dependendo do tamanho do tumor.

A técnica funciona da seguinte forma: após a realização da biópsia assistida a vácuo, procedimento que permite coletar amostras do tecido mamário, um resíduo fica no local da extração. O médico, então, realiza uma raspagem nessa cavidade, por meio de uma agulha que retira fragmentos da lesão. Esses segmentos são submetidos a análises para identificar se ainda há presença de células cancerígenas.

O estudo baseou-se na dissertação de doutorado da mastologista Paula Clarke. O projeto foi idealizado e orientado por seus colegas professores Eduardo Carvalho Pessoa e Henrique Lima Couto, no Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Unesp (Universidade Estadual Paulista), em Botucatu, em São Paulo. Segundo os pesquisadores, entre os 120 casos analisados, um a cada três teve a remoção completa do câncer usando o método abordado.

De acordo com o mastologista que desenvolveu a técnica estudada por Clarke, o Henrique Lima Couto, as descobertas do estudo seguem para validação em um ensaio clínico de fase 2. Além disso, outras comprovações continuam sendo testadas em pacientes que tratam câncer de mama após a quimioterapia.

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Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.

 

 

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