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SP chega a 36 casos de sarampo; epidemiologista explica importância da vacina

Estado de São Paulo confirmou quatro novos casos de sarampo nesta terça-feira (15)

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Primeiro dia da campanha estadual do Dia D de Vacinação Contra o Sarampo no Rio de Janeiro, caminhão itinerante da Secretaria Estadual de Saúde
Vacina contra o sarampo é distribuída pelo SUS e também protege contra caxumba e rubéola • Tânia Rêgo/Agência Brasil

O estado de São Paulo confirmou, nesta terça-feira (15), quatro novos casos de sarampo. Em 2026, o estado registrou 36 ocorrências.

Dos novos pacientes com diagnóstico positivo para a doença, três são da capital paulista. Os pacientes são duas crianças menores de dois anos com o esquema de vacinação incompleto e uma mulher de 24 anos com histórico de imunização.

O quarto caso foi registrado no ABC Paulista e trata-se de um homem de 36 anos, que também tinha registro de vacinação contra o sarampo. Além dos 32 casos registrados na capital paulista, há dois em São Bernardo do Campo, um em Guarulhos e outro em Santo André.

Há três casos de sarampo também no Amazonas, na cidade de Tabatinga, localizada na tríplice fronteira com a Colômbia e o Peru. No estado, todos os infectados vieram da cidade peruana de Alto Monte, e não estavam vacinados contra a doença. Trata-se de uma mulher de 24 anos e duas crianças, de oito anos e um ano, que estiveram recentemente no país vizinho.

Importância da vacinação

O epidemiologista José Geraldo Leite Ribeiro destaca que o Brasil está cercado pelo sarampo e ressalta a importância da vacinação para prevenir a doença. Ele também aponta quem deve receber o imunizante.

"Os Estados Unidos são a principal fonte de sarampo, país com o qual o Brasil tem muito intercâmbio, e são milhares de casos com mortes no país, além da Bolívia e Venezuela. Nós só impediríamos a entrada do sarampo se tivéssemos cobertura vacinal acima de 95% com duas doses", afirma o médico em participação no programa Acir Antão, da Itatiaia, nesta terça-feira (15).

O especialista detalha como funciona o esquema vacinal: "Duas doses de vacina são suficientes para proteção praticamente para toda a vida. Agora, quem está no meio de um surto, como é o caso de São Paulo, é feita uma dose extra. Mas, no nosso caso aqui em Minas, é importante que todo menor de 30 anos tenha o registro de duas doses e aquele menor de 60 tenha pelo menos uma dose de vacina de sarampo. Não tem o registro ou não encontrou o cartão, é melhor procurar a unidade de saúde para ver a sua situação”.

O epidemiologista lembra que não há tratamento para o sarampo. "A prevenção é feita por meio da vacina, que é segura, usada há mais de 50 anos, bastante conhecida e eficaz. Mas a vacina só funciona se estiver no braço, não adianta estar na geladeira do posto de saúde”, diz.

Ele ainda aponta que o sarampo é a doença mais contagiosa conhecida. "Depois que um caso de sarampo abandona um ambiente, quem entrar lá até 30 minutos depois ainda pega sarampo. Então, de todas as doenças contagiosas, o sarampo não perdoa. Onde houver comunidade com baixa cobertura vacinal, ele vai penetrar", alerta.

Sintomas do sarampo

O principal sintoma, segundo o Dr. José Geraldo Leite Ribeiro, é uma febre alta, de 39ºC a 40ºC. "Além disso, o vírus pode causar pneumonite, meningite e encefalite. Mas o pior é que o vírus do sarampo invade nossas células de defesa e aí vêm as complicações bacterianas. Então, a maioria das mortes por sarampo é por pneumonias bacterianas, porque o vírus enfraquece o nosso sistema de defesa", ressalta o especialista.

Além disso, a doença pode deixar manchas no corpo. "Geralmente são dois a três dias de febre muito alta e aí aparecem as manchas. Essas manchas têm uma característica especial, que é irem descendo pelo corpo: começam no pescoço e, no quarto dia, chegam aos pés".

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Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.

 

 

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