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Brasil está em alerta máximo contra sarampo após surto nas Américas

Apesar de ter certificado de área livre do sarampo, Brasil registrou primeiro caso da doença em 2026 na última quarta-feira (11)

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Pessoa com alergia e manchas vermelhas na pele
Sarampo causa erupções vermelhas na pele e coceira intensa nas mãos • Freepik

O Brasil está em alerta máximo para sarampo devido aos surtos da doença no continente americano. Eder Gatti, diretor do Programa Nacional de Imunizações (PNI), informou que o Ministério da Saúde realiza ações de prevenção e controle constantemente.

 

"Por conta do cenário internacional, o Ministério [da Saúde] está em alerta máximo. Nós vamos manter essa certificação, mas, para isso, a gente precisa continuar vacinando a população e alertando que a vacina é a principal prevenção, além de promover ações específicas em locais que estão com a cobertura mais baixa", explica Gatti.

 

O país tem certificado de área livre do sarampo desde 2024. Apesar disso, um bebê de seis meses, em São Paulo, testou positivo para a doença na última quarta-feira (11).

Esse é o primeiro caso registrado no Brasil em 2026. A bebê, que foi diagnosticada com sarampo, não havia sido vacinada contra a doença e esteve na Bolívia em janeiro deste ano.

 

O Ministério da Saúde tem realizado campanhas de vacinação em áreas de fronteira do Brasil com outros países. O calendário do Sistema Único de Saúde (SUS) prevê a aplicação da vacina contra o sarampo em duas doses: a primeira, aos 12 meses (tríplice viral), e a segunda, aos 15 meses (tetraviral).

 

Todas as pessoas com até 59 anos que não tenham comprovante das duas doses devem se imunizar. Entre pessoas de cinco a 29 anos, a imunização é feita com duas doses, com intervalo mínimo de 30 dias entre elas. Pacientes de 30 a 59 anos devem tomar apenas uma dose.

 

Os sintomas do sarampo podem ser confundidos com outras doenças virais. Os pacientes apresentam erupções avermelhadas na pele e coceira intensa nas mãos. A transmissão ocorre por contato direto com pessoas infectadas, por via aérea, ao tossir, espirrar, falar ou respirar.

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Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.

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