Reposição hormonal: médica explica o que é e quando iniciar tratamento
Na menopausa, pacientes apresentam queda de hormônios e sintomas como insônia, irritabilidade e diminuição da libido

Durante a menopausa, a mulher diminui a produção de hormônios e pode precisar de reposição hormonal. Antes, ocorre o climatério, quando a paciente pode apresentar sinais como insônia, irritabilidade, diminuição da libido e ressecamento vaginal.
A médica Ana Raquel Moura explicou como funciona a reposição hormonal em participação no programa Chamada Geral desta segunda-feira (20). "Para afirmar que a mulher entrou na menopausa, consideramos 12 meses consecutivos sem menstruação. Mesmo mulheres que não sentem sintomas precisam de reposição, pois o déficit hormonal prejudica a cognição e para a saúde óssea", explica a profissional.
Ela ressalta que cada caso deve ser analisado individualmente. “Existe uma ‘janela de oportunidade’ de 10 anos após o início da menopausa para fazer a reposição com segurança. Após isso, o caso é mais delicado e exige exames específicos, como ultrassom de carótidas. Mas há estratégias e fitoterápicos que podem ajudar”, ressalta.
O tratamento pode ser feito por via oral ou com géis de uso tópico. “Para a progesterona (que protege o útero e melhora o sono), a via ideal é a oral. Para o estrogênio, o ideal é via tópica (gel ou spray) ou implante. A testosterona também é via gel. Evitamos estrogênio e testosterona via oral pelo risco tromboembólico”, afirma a médica.
A dra. Ana Raquel destaca que os parceiros podem ajudar no processo. "O apoio psicológico e a empatia são fundamentais, pois a queda hormonal afeta o humor e a libido. O homem deve incentivar a busca por ajuda médica e até acompanhar na consulta".
Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.



