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Puerpério: o que toda mãe de primeira viagem precisa saber sobre o pós-parto

Primeiros meses após o parto são marcados por mudanças na rotina e no corpo da mulher

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Recém-nascido de mãos dadas com a mãe
Unsplash

O puerpério, período de 45 a 60 dias pós-parto, exige atenção não apenas ao recém-nascido, mas também à saúde física e emocional da mulher. Para as mães de primeira viagem, a fase costuma ser marcada por dúvidas, inseguranças e mudanças intensas na rotina, no corpo e na forma de lidar com a maternidade.

Segundo a ginecologista e obstetra Gisele Maciel, mestre em Saúde da Criança e da Mulher, o pós-parto representa um período de adaptação profunda. "O pós-parto é uma fase de adaptação profunda. É um período marcado por transformações hormonais, emocionais, físicas e sociais. Ao mesmo tempo em que nasce um bebê, também nasce uma mãe", afirma.

Entre os principais cuidados recomendados por ela está o descanso. “Embora seja difícil manter uma rotina organizada nos primeiros dias, especialmente diante das demandas da amamentação e das noites fragmentadas de sono, é importante que a mulher tente repousar sempre que possível. A participação ativa da rede de apoio, incluindo parceiro, familiares e amigos, faz diferença importante na recuperação física e emocional materna”.

A médica também alerta para a importância de observar sinais do corpo durante o puerpério. Sangramento intenso, febre, dores fortes, dificuldade significativa para amamentar, falta de ar, mal-estar persistente ou alterações emocionais relevantes devem ser avaliados por profissionais de saúde.

"Existe uma tendência cultural de normalizar o sofrimento materno no puerpério, mas nem toda dor ou exaustão deve ser encarada como parte obrigatória da maternidade", destaca a Dra. Gisele Maciel.

Alimentação e hidratação adequadas também são cruciais. "O retorno às atividades físicas e às relações sexuais deve respeitar o tempo de recuperação de cada mulher, sem pressa e sem comparações", orienta a profissional.

A saúde mental é outro ponto de atenção importante. “Oscilações emocionais leves nos primeiros dias após o parto são frequentes e costumam estar relacionadas às mudanças hormonais e à intensidade da adaptação. Porém, sintomas persistentes de tristeza, ansiedade intensa, irritabilidade, sensação de incapacidade, culpa excessiva ou desconexão com o bebê podem indicar sofrimento psíquico mais importante, como depressão pós-parto, e devem ser acolhidos sem julgamento”.

A ginecologista também destaca que o puerpério não deve ser vivido de forma solitária. “Pedir ajuda, dividir responsabilidades e reconhecer limites não tornam ninguém uma mãe menos capaz. Isso faz parte de um cuidado mais saudável e sustentável para a mulher e para o bebê”.

Além disso, as consultas de revisão pós-parto são fundamentais para acompanhar a recuperação física da mulher, orientar sobre amamentação, contracepção, sexualidade e esclarecer dúvidas comuns dessa fase."Cada experiência materna é única, e não existe uma forma perfeita de viver a maternidade. O mais importante é que essa mulher se sinta assistida, respeitada e cuidada ao longo de todo o processo", reforça.

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Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.