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O que comer para melhorar o funcionamento do intestino? Nutricionista explica

Profissional explica relação do intestino com as emoções e diz por que o órgão é chamado de 'segundo cérebro'

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Intestino da paciente foi perfurado durante videocolonoscopia; após complicações ela passou a usar bolsa de colostomia
Mulheres são maioria entre as queixas de problemas intestinais • Banco de Imagens I Pixabay

O funcionamento adequado do intestino depende diretamente da nutrição e pode ser impactado por fatores emocionais. A nutricionista Simone Procópio explica por que o órgão é chamado de “segundo cérebro”.

“Por causa da produção de triptofano e do nervo vago, que une o cérebro ao intestino. Ansiedade, estresse, medo ou sustos podem soltar ou travar o intestino, especialmente em quem tem síndrome do intestino irritável”, afirma a especialista em participação no programa Acir Antão, da Itatiaia, nesta segunda-feira (3).

A nutricionista afirma que entre as queixas de pacientes com problemas intestinais, a maioria são de mulheres. “A maioria das mulheres tem problemas intestinais, enquanto nos homens o foco é menor. Isso começa pelo estresse, que atrapalha o funcionamento, e por hábitos como evitar verduras, legumes e frutas no jantar, o que diminui a formação do bolo fecal necessário para o intestino funcionar e evitar o acúmulo de bactérias”.

Segundo ela, os benefícios de um intestino que funciona bem incluem “pele mais bonita, melhor saúde geral e mental”, além de prevenir doenças como depressão, alzheimer, rinite e sinusite.

“O intestino absorve nutrientes, melhora a imunidade e produz triptofano, que é um nutriente essencial para a serotonina, responsável pelas sensações de calma e prazer. Por isso dizem que a pessoa que não evacua bem está ‘enfesada’”, completa a nutricionista.

Simone Procópio diz que é necessário incluir alimentos probióticos e prebióticos na alimentação. “Devemos pensar primeiro nos prebióticos, que são a "comida" das bactérias (verduras, legumes e frutas). Como probióticos (as bactérias em si), temos o iogurte natural, o chucrute, o kefir e a kombucha. Se houver dificuldade, podemos recorrer à suplementação”.

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Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.

 

 

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