Número de casos de Parkinson podem aumentar em 112% até 2050, aponta estudo
Aproximadamente 10 milhões de pessoas têm Parkinson no mundo; projeção é que o número suba para 25,2 milhões até 2050

Aproximadamente 10 milhões de pessoas têm a doença de Parkinson no mundo, segundo dados da revista científica The BMJ. A projeção é de que até 2050 o número de casos dobre, chegando a 25,2 milhões, um aumento de 112%.
A doença de Parkinson é uma condição neurológica crônica e progressiva que afeta o sistema nervoso. Nesse quadro, as células responsáveis por produzir dopamina, neurotransmissor que coordena movimentos, são deterioradas.
Porém, a doença também causa outros sintomas importantes para o diagnóstico. “Os sinais motores clássicos envolvem os tremores em repouso, que está presente em 70% dos pacientes, a lentidão para realizar movimentos do dia a dia e a rigidez muscular. Diminuição do olfato, intestino muito preso, depressão e distúrbios do sono como se debater violentamente durante os sonhos são sinais de alerta importantes", afirma o neurologista José Guilherme Schwam Jr, médico do Complexo Clínico Órion Business.
O diagnóstico precoce é importante para retardar o avanço da doença, que não tem cura. O tratamento é feito com medicamentos, mas o médico destaca que a principal forma de combater o quadro é o exercício físico.
“Uma atividade física regular e com intensidade adequada tem um efeito neuroprotetor importante. Ela ajuda, de forma comprovada a diminuir o risco de quedas, limitações motoras, dores difusas, inerentes à evolução do Parkinson e, junto com a medicação correta, é o que vai garantir a qualidade de vida, a independência e a autonomia do paciente por muitos anos", diz o neurologista.
Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.



