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Médicos brasileiros participam do maior evento mundial de oncologia nos EUA

Profissionais dos estados da Bahia, Distrito Federal, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Sergipe e São Paulo participarão do encontro

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ASCO 2025
Divulgação | Oncoclínicas

Médicos brasileiros da rede Oncoclínicas vão participar do Encontro Anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica, que acontece nos próximos dias em Chicago, nos Estados Unidos, e vão discutir sobre o futuro dos tratamentos contra o câncer. Nos quatro dias de evento, 23 pôsteres e webposters dos profissionais que são de diversos estados do Brasil serão expostos.

O encontro mostra quais são as novas tecnologias e medicamentos que serão incorporados para tratamentos mais eficazes contra o câncer. Para Carlos Gil Ferreira, diretor médico da Oncoclínicas&Co e presidente do Instituto Oncoclínicas, o evento vai demonstrar que, agora, a medicina oncológico tem evoluído para aplicação e pesquisa de tratamentos precoces.

Isso porque, os principais temas que serão debatidos na sessão plenária - o evento central onde são apresentados os resultados mais inovadores sobre o câncer - será focado em tratamentos que podem agir antes da doença se instalar, como a detecção precoce de mutações. "Estamos avançando da era da medicina de precisão para a era da intervenção precoce. Detectar biomarcadores como a mutação ESR1 antes que causem resistência ao tratamento, por exemplo, pode mudar completamente o prognóstico dos pacientes", aponta.

IA e a oncologia

Outro destaque do ASCO 2025, será a forte presença da inteligência artificial como tema em diversas sessões educacionais. Os eventos debaterão o uso da tecnologia aplicada às diferentes etapas de cuidado, do diagnóstico mais preciso ao apoio na tomada de decisão na definição da linha terapêutica e ainda na aceleração de ensaios clínicos.

"A IA está rapidamente se tornando uma ferramenta indispensável para oncologistas. Não apenas para análise de imagens ou dosimetria em radioterapia, mas também para identificar padrões em grandes conjuntos de dados que podem escapar ao olho humano. No Brasil, estamos trabalhando para implementar essas tecnologias respeitando nossas peculiaridades e desafios", destaca Carlos Gi.

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Ana Luisa Sales é jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Na Itatiaia desde 2022, já passou por empresas como ArcelorMittal e Record TV Minas. Atualmente, escreve para as editorias de cidades, saúde e entretenimento