Infertilidade: médica explica quais as causas e quando é necessário investigar
Dificuldade para engravidar pode estar associada a problemas nos homens ou nas mulheres

A infertilidade ocorre quando um casal mantém relações sexuais sem nenhum método contraceptivo por um ano e a gravidez não vem. Segundo a ginecologista do Mater Dei, Ana Márcia Cota, é necessário começar a investigar o problema após seis meses, principalmente se a mulher tiver mais de 35 anos.
"Isso ocorre porque as mulheres nascem com uma quantidade limitada de óvulos e, ao longo da vida, essa reserva ovariana vai reduzindo. Além da diminuição da quantidade, há também uma perda da qualidade desses óvulos, o que reflete em uma menor chance de gravidez. Esse processo se acentua aos 35 anos e torna-se mais proeminente após os 40 anos. O tempo é muito importante para não ficar postergando a investigação", diz a profissional em participação no programa Acir Antão desta terça-feira (12).
Além da idade, outros fatores podem causar infertilidade. "Existem várias causas, como alterações na ovulação (sendo a mais comum a síndrome dos ovários policísticos), obstruções nas trompas por infecções, a endometriose e também problemas relacionados ao parceiro masculino."
Entre os exames solicitados por médicos para investigar a causa, estão: “exames hormonais para verificar o ovário, ultrassom para avaliar o útero, o exame das trompas e o espermograma para avaliar o sêmen do parceiro”. A médica afirma que a gravidez é mais provável durante o período fértil, que ocorre entre o 10º e o 20º dia do ciclo menstrual.
“Gostaria de deixar uma mensagem para as mulheres: não percam a esperança, pois hoje existem vários tratamentos, desde a inseminação até a fertilização in vitro”, finaliza o ginecologista.
Assista a entrevista completa
Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.


