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Saúde das mães exige cuidados diferentes em cada fase da maternidade, alertam especialistas

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A jovem desconfiou que estava grávida por causa de um inchaço na barriga
A jovem desconfiou que estava grávida por causa de um inchaço na barriga • Reprodução | Pexels - IMAGEM ILUSTRATIVA

Com a chegada do Dia das Mães, celebrado neste domingo (10), especialistas reforçam a importância de um acompanhamento de saúde adaptado às diferentes fases da maternidade. Segundo médicos e estudos internacionais, as demandas físicas e emocionais mudam ao longo da vida reprodutiva, o que exige abordagens específicas para garantir qualidade na assistência.

Dados da Organização Mundial da Saúde apontam que cerca de 287 mil mulheres morreram em 2020 por causas relacionadas à gestação e ao parto. A maior parte dos casos ocorreu no período logo após o nascimento do bebê, considerado uma das fases mais delicadas para a saúde materna.

Durante a gravidez, o foco do pré-natal está na prevenção de complicações e no acompanhamento do desenvolvimento fetal. Já no puerpério, período das semanas seguintes ao parto, a atenção se volta para a recuperação física, as alterações hormonais e a saúde emocional da mulher.

Segundo a ginecologista Roberta Brando, o puerpério exige vigilância específica. “Há uma mudança hormonal intensa e uma sobrecarga emocional significativa. Tratar a puérpera da mesma forma que a gestante pode dificultar a identificação precoce de problemas”, afirma.

Após os primeiros meses, a fase da amamentação também traz novos desafios. Estudos mostram que a continuidade do aleitamento está ligada ao suporte profissional e às condições de saúde da mãe. Fatores como desgaste físico, alterações hormonais, queda na qualidade do sono e mudanças na libido podem impactar diretamente o bem-estar feminino.

Com o crescimento dos filhos, entram em cena questões emocionais, sociais e de sobrecarga doméstica. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística indicam que mulheres com filhos pequenos acumulam mais trabalho não remunerado, o que pode afetar a saúde mental e física.

A literatura científica também aponta que até 20% das mulheres podem apresentar sintomas depressivos no primeiro ano após o parto, com possibilidade de continuidade em outras fases da maternidade.

Para a especialista, o cuidado com a saúde materna deve ser contínuo e individualizado. “A maternidade é dinâmica e cada etapa apresenta necessidades diferentes. Reconhecer essas mudanças é essencial para garantir assistência adequada e promover qualidade de vida às mães”, conclui.

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