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Endometriose: médica alerta para sinais e quando buscar ajuda profissional

Ginecologista explica como é o tratamento para endometriose e lista sintomas

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Principal sintoma da endometriose é a cólica forte
Doença dores intensas, cólicas menstruais fortes e dificuldade para engravidar • Reprodução | Pexels

A endometriose é uma doença inflamatória crônica, comum entre mulheres em idade fértil, que causa dores intensas, cólicas menstruais fortes e dificuldade para engravidar. Nessa condição, as células do endométrio ficam localizadas fora do útero.

A ginecologista Roberta Brando aponta que a maioria das pacientes demora de sete a dez anos para receber o diagnóstico de endometriose. "A dor da paciente que tem endometriose, a cólica, ela é desvalorizada por grande parte dos profissionais, inclusive dos profissionais médicos ginecologistas. A gente tem a cólica que é fisiológica, que é normal, que não atrapalha a qualidade de vida. E tem aquela paciente que todo ciclo menstrual tem que ficar tomando remédio, até fora do ciclo, que é uma cólica que atrapalha ela de ir para o trabalho, para a escola. Esta cólica deve ser investigada”, afirma a médica.

A cólica é o principal sintoma, mas não é o único. Segundo a ginecologista, as pacientes podem apresentar “distensão abdominal, dor na relação sexual, dor para urinar, alteração do hábito urinário e intestinal (diarreia ou constipação), dor pélvica crônica (cólica mesmo sem estar menstruada) e pontada anal”.

O tratamento, na maioria das vezes, é clínico e não necessita de cirurgia. “A cirurgia é para pacientes que não responderam ao tratamento clínico. O tratamento pode ser feito com DIU Mirena ou uso oral de progestagênicos. E claro, atividade física e nutrição são remédios; precisamos de alimentação menos inflamatória para que a doença não evolua”, diz a dra. Roberta Brando.

Ao identificar esses sintomas, a médica recomenda buscar tratamento com profissional adequado. “Procure um profissional que vai te escutar e solicitar exames como a ressonância nuclear magnética da pelve ou a ultrassonografia endovaginal com preparo intestinal. Se o médico não quiser pedir o exame, troca de profissional”, aconselha a profissional.

 

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Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.