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Dois jovens recebem aplicação de polilaminina em hospital de Santa Catarina

Dois jovens sofreram acidentes de moto e passaram pelo tratamento

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Divulgação/ Hospital Dom Joaquim

Dois pacientes receberam a aplicação de polilaminina no Hospital Dom Joaquim, em Sombrio, em Santa Catarina, anunciou a administração do hospital. As aplicações foram realizadas na quinta-feira (9).

Os dois pacientes foram identificados como Cauan de Lima, de 20 anos, e Kauan Lori Toledo de Aguiar, de 24, moradores das cidades de Três Barras e Imbituba, em Santa Catarina.

Segundo a administração do hospital, os dois estão em processo de reabilitação após acidentes de moto que resultaram em limitações motoras. Agora, eles têm uma nova possibilidade terapêutica nos planos de tratamento.

Essas foram a terceira e a quarta aplicações da polilaminina em pacientes no hospital, sendo as duas primeiras feitas em março.

Uma equipe multidisciplinar acompanhou a aplicação. "A atuação integrada entre os profissionais evidencia o cuidado contínuo e individualizado oferecido pela instituição", afirmou o Hospital Dom Joaquim.

"A continuidade dessas ações demonstra o empenho do IMAS em viabilizar tratamentos inovadores, inclusive aqueles ainda em fase de estudo, sempre de forma responsável e alinhada às normativas vigentes. Iniciativas como essa ampliam horizontes na reabilitação e reforçam o compromisso com um cuidado cada vez mais qualificado, humano e acessível", acrescentou a administração do local.

O que é a polilaminina?

A polilaminina é uma substância feita à base de laminina, uma proteína produzida pelo corpo humano e presente principalmente na placenta. A substância atua no desenvolvimento do embrião, organizando os tecidos e coordenando o crescimento das células.

A polilaminina é um complexo dessa proteína. A substância age no tratamento de pessoas com lesão na medula, oferecendo suporte à célula atingida. Com essa "ajuda", os axônios conseguem restabelecer a conexão com o neurônio, perdida na lesão, e recuperar a capacidade de movimento.

A substância ainda está em fase de pesquisa e não está liberada para venda, mas vários pacientes já usaram o produto após receberem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

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Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.