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Gordura abdominal: hábitos e dieta pesam mais que alimentos isolados

Nutricionista esportiva explica porque é tão difícil perder gordura abdominal e o que causa o acúmulo

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Gordura abdominal
Gordura visceral pode estar associada a diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares e mais • Freepik

A gordura acumulada no abdômen é uma das últimas a desaparecer ao longo do processo de emagrecimento. O problema pode estar ligado a uma série de fatores e não é atribuído a alimentos específicos, mas pode estar relacionado à dieta.

A nutricionista esportiva Ruth Egg afirma que "o acúmulo de gordura abdominal está muito mais relacionado ao padrão alimentar e ao estilo de vida do que a um alimento isolado". A profissional detalha o que favorece o quadro.

“Dietas ricas em ultraprocessados, açúcares, bebidas açucaradas, álcool em excesso e gorduras de baixa qualidade favorecem o aumento da gordura visceral, especialmente quando associadas ao sedentarismo. Além disso, hábitos como sono insuficiente, estresse crônico e alimentação desorganizada contribuem para alterações hormonais, como o aumento do cortisol, que está diretamente relacionado ao acúmulo de gordura na região abdominal”, afirma.

Também não existem alimentos que promovam a perda de gordura localizada. Porém, “alguns podem ajudar nesse processo de forma indireta, como aqueles ricos em proteínas, fibras e gorduras boas, que aumentam a saciedade, ajudam no controle da glicemia e favorecem a adesão ao plano alimentar. O foco deve ser sempre no padrão alimentar como um todo, e não em soluções pontuais”, diz a nutricionista.

Para algumas pessoas, perder a gordura visceral é ainda mais difícil. Essa dificuldade “está relacionada a uma combinação de fatores, como genética, perfil hormonal, idade, qualidade do sono, nível de estresse e padrão alimentar ao longo do tempo”, aponta Ruth Egg.

Ela ressalta que “a gordura abdominal, especialmente a visceral, está associada a um maior risco de resistência à insulina, diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares, hipertensão e síndrome metabólica”. A profissional também alerta para a adoção de dietas restritivas: "O emagrecimento sustentável depende de consistência, equilíbrio e abordagem individualizada".

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Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.