Frio pode agravar DPOC e aumentar risco de pneumonia, alerta especialista
Doença causa obstrução das vias aéreas e atinge cerca de 15 milhões de brasileiros

A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é uma condição progressiva que causa obstrução das vias aéreas. No Brasil, aproximadamente 15 milhões de pessoas têm a doença, e somente 30% possuem um diagnóstico, segundo a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT).
"A DPOC é hoje um problema de saúde pública, comparável a outras doenças crônicas, como a hipertensão arterial. É uma condição pulmonar que gera uma limitação funcional muito importante, dificultando a execução de atividades do dia a dia e podendo deixar o paciente incapacitado devido às repercussões no sistema pulmonar”, afirma a fisioterapeuta respiratória Luana Céfora Godoy Silva em participação no programa Acir Antão, da Itatiaia, nesta terça-feira (30).
Os sintomas da doença ficam ainda mais evidentes durante o período de baixas temperaturas. “Para quem ainda não tem a doença, é importante atentar para a tosse e o aumento da secreção. No inverno, o ar seco e frio irrita as vias aéreas e incapacita nossas células de defesa. Para quem já possui a doença, esses fatores são agravantes e podem levar à exacerbação do quadro”, alerta a profissional. A condição ainda pode causar pneumonia.
“Os sinais de alerta são o sibilo (chiado no peito), a falta de ar (dispneia), tosse persistente e alterações como fadiga e inapetência”, completa.
A fisioterapeuta aponta a diferença entre DPOC e a 'tosse de fumante': "O envelhecimento traz repercussões pulmonares, mas a DPOC agrega duas doenças específicas: a bronquite (inflamação dos brônquios por fatores alérgenos ou outros) e o enfisema pulmonar (onde o fator crucial é o tabagismo). Nem todo idoso cursa com DPOC."
Para as pessoas com a doença, os cuidados envolvem hidratação adequada, fisioterapia respiratória e vacinação em dia. "O papel da fisioterapia é crucial para reduzir índices de internação e comorbidades. Atuamos na higiene brônquica (remoção de secreção) e na melhora da capacidade funcional, o que traz qualidade de vida e menor risco de exacerbação", orienta a profissional.
Assista a entrevista completa
Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.



