Fhemig abre leitos pediátricos e projeta pico de casos respiratórios em três semanas
Atendimentos devem chegar a 1400 por semana no período mais crítico de alta nos casos respiratórios

Foram abertos nesta quarta-feira (1º), em caráter temporário, sete leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Pediátrica no Hospital João Paulo II, em Belo Horizonte, tendo em vista o aumento na procura em decorrência de casos de dificuldade respiratória.
Foram abertos ainda 19 leitos de enfermaria, dois consultórios médicos de Pronto Atendimento e oito leitos de decisão clínica. Também foi anunciado um reforço na equipe profissional, com a contratação temporária de 34 médicos, 18 fisioterapeutas respiratórios, dez enfermeiros e 69 técnicos de enfermagem.
"Esse pico se dará nas próximas três, quatro semanas, então temos que nos preparar antes. Então lá neste momento nós temos ainda leitos vagos. Então esse leito passa a estar disponível, mas ainda temos leitos disponíveis no próprio Hospital João Paulo II, mas a doença sazonal é de repente, ela cresce e nós temos que nos preparar antes", explica o secretário de saúde Fábio Bacheretti.
Os investimentos somam 4,1 milhões de reais e compreendem o período de três meses, entre 01º/abril e 30/junho.
Além do Hospital Infantil João Paulo II, outras unidades de Belo Horizonte recebem aporte extra por conta do período seco, marcado por doenças respiratórias. São R$6 milhões para o hospital Júlia Kubitscheck; R$2,5 milhões para o hospital Eduardo de Menezes; e R$2,1 milhões para a maternidade Odete Valadares.
"Como nós mantivemos boa parte dos leitos do Júlia Kubitschek, a gente abriu 20 leitos da sazonalidade outro ano (2025), nós resolvemos mantê-los, porque lá agora faz cirurgias ortopédicas, então hoje nós já temos uma rede dobrada no Júlia, e no Eduardo de Menezes nós temos a capacidade de ampliar o leito de terapia intensiva e semi-intensiva na necessidade", esclarece o secretario.
Greve é direito legítimo
Sobre a paralisação dos servidores da Fundação Hospitalar de Minas Gerais, iniciada em 17/03 e suspensa uma semana depois, em 24/03, após visita do governador Mateus Simões ao Hospital João 23, o secretário de saúde diz ser direito legítimo dos trabalhadores, e prometeu resposta ainda nesta semana.
"A greve é um direito do servidor, o que nós não podemos aceitar é que isso afete a vida das pessoas. O governador Mateus Simões veio aqui no próprio João 23 e deve logo fazer alguns anúncios de melhorias no João 23 e também em relação à Fhemig, e certamente essa semana ele fará isso porque estive com ele ontem e ele sempre muito preocupado com a saúde", promete o secretário.
Patinetes preocupam
O secretário de Saúde de Minas Gerais, que é médico especialistas em radiologia e diagnóstico por imagem, disse estar preocupado com a disseminação das patinetes compartilhadas em Belo Horizonte. Os equipamentos vem sendo utilizados de forma pouco segura por usuários, além de outras ocorrências ligadas a furtos e vandalismo.
Fábio Bacheretti diz temer que o uso desprotegido do equipamento possa fazer aumentar os acidentes. "Eu como médico e secretário de saúde me preocupo muito com isso. Os patinetes, eles têm muitas vezes um olhar de diversão ou de distração, até de acesso às pessoas, mas nós estamos falando em calçadas esburacadas, irregulares. Eu conheço casos de pessoas, até na outra época que existia patinetes, que se acidentaram com sangramentos porque bateram a cabeça", disse.
"Então eu entendo que o patinete pode ser uma estrutura interessante de acesso à população e diminuição de carros na rua como um todo, mas nós temos que estar preparados para isso. A gente não pode mudar a ordem natural das coisas. Primeiro, nós temos que ter boas vias e segurança e educação para poder ter novos instrumentos. Então me preocupa, não tenho dúvida, o diretor do João 23 está aqui, e aqui já entendeu mais de um caso de pessoas acidentadas e machucadas por patinete, porque isso acontece o tempo todo", completou.
Mineiro de Urucânia, na Zona da Mata. Mestre em Comunicação pela Universidade Federal de Ouro Preto (2024), mesma instituição onde diplomou-se jornalista (2013). Na Itatiaia desde 2016, faz reportagens diversas, com destaque para Política e Cidades.



