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Estudo questiona exigência de jejum para exames de sangue e aponta exceções

Maioria dos exames de rotina apresentaram variações mínimas no resultado quando houve jejum; período de 12 horas sem alimentação não proporcionou nenhuma vantagem mensurável e não traz mais clareza para os testes

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Paciente coletando amostra de sangue
Estudo recomenda flexibilização das horas de jejum antes de exames • Divulgação

Um estudo publicado na revista científica JAMA International Medicine revelou que o jejum influencia minimamente a maioria dos exames laboratoriais de rotina. A pesquisa também mostra que o período de 12 horas sem alimentação não proporcionou nenhuma vantagem mensurável para os testes analisados.

O estudo contou com dados de 101.148 pacientes adultos atendidos no setor ambulatorial do Hospital Ilsan Paik, na região metropolitana de Seul, na Coreia do Sul. Foram analisados quase 9,8 milhões de resultados de exames de sangue coletados entre fevereiro de 2021 e dezembro de 2023.

Os participantes foram divididos em três grupos: aqueles que fizeram 8 horas de jejum, entre 8 e 12, e mais de 12. Além disso, os mesmos pacientes foram analisados sob tempos diferentes de jejum.

A maioria dos exames de rotina não apresentou alterações significativas com a variação do tempo de jejum. Testes como hemograma completo e índices de sódio, potássio, ureia e creatinina mantiveram-se estáveis.

Apenas quatro exames apresentaram variações importantes quando a coleta foi feita com menos de oito horas de jejum:

  • Glicose (açúcar no sangue): ficou 10,8% mais alta sem jejum. Ela cai cerca de 4,3 mg/dL a cada hora de jejum nas primeiras quatro horas após comer;
  • Triglicerídeos (gordura no sangue): ficaram 20,1% mais altos sem jejum;
  • GGT (uma enzima do fígado): ficou 14,8% mais alta sem jejum;
  • Lipase (uma enzima do pâncreas): ficou 36,4% mais alta sem jejum.

O jejum acima de 12 horas causou apenas elevações discretas na bilirrubina total e na vitamina D, sem trazer qualquer ganho na precisão diagnóstica.

Os pesquisadores concluíram que a exigência rígida e universal de jejum para qualquer exame de sangue é ultrapassada e desnecessária. Eles recomendam adotar uma orientação específica por exame, mantendo a necessidade de pelo menos 8 horas de jejum prioritariamente para a medição da glicose e dos triglicerídeos.

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Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.

 

 

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