Dor lombar: médico explica quadro que levou Glenda Kozlowski à internação
Apresentadora relatou nas redes sociais que perdeu a força nas pernas após fortes dores nas costas

A repórter e esportista brasileira Glenda Kozlowski, de 52 anos, relatou nas redes sociais que precisou ser internada após apresentar fortes dores nas costas e perder a força nas pernas.
“Eu dei aquela travada em casa. De repente, eu caí no chão. As pernas perdem as forças e acabou: você não consegue andar, você não consegue levantar, você não consegue fazer nada sozinha", afirmou Glenda em vídeo publicado nessa terça-feira (29).
Segundo o ortopedista Daniel Oliveira, que é especialista em coluna vertebral, a apresentadora sofreu uma crise aguda de dor lombar, situação frequente nos consultórios que costuma assustar os pacientes.
“Uma crise aguda de dor lombar pode ser tão intensa que provoca importante limitação funcional, dificultando ou até impedindo a pessoa de ficar em pé e caminhar. Quando esse quadro vem acompanhado de perda súbita de força nas pernas, a avaliação médica deve ser imediata para identificar a causa e descartar condições neurológicas que podem exigir tratamento urgente”, afirma o médico.
Os médicos recomendam uma rotina ativa de exercícios para proteger a saúde da coluna. Porém, atividades físicas de alta intensidade, movimentos repetitivos e períodos insuficientes de recuperação podem favorecer a condição em indivíduos com predisposição.
"Isso não significa que o exercício seja o causador do problema, mas reforça a importância de um treinamento equilibrado, com fortalecimento muscular, técnica adequada e tempo suficiente para a recuperação", alerta o ortopedista.
O tratamento é feito por meio do controle da dor e da redução do processo inflamatório. "Medicamentos, fisioterapia e um programa individualizado de reabilitação constituem os principais pilares desse tratamento. O repouso absoluto, por outro lado, raramente é recomendado por períodos prolongados, pois o retorno progressivo às atividades costuma proporcionar melhores resultados na recuperação funcional".
Na maioria dos casos, não é necessária cirurgia. “A indicação cirúrgica costuma ficar restrita aos casos em que existe compressão importante dos nervos, déficit neurológico persistente ou progressivo, ou dor incapacitante que não melhora após um tratamento conservador bem conduzido”, explica Daniel Oliveira.
Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.



