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Como o corpo elimina gordura após um procedimento estético? Especialista responde

Médica dermatologista explica o destino da gordura localizada após tratamento estético; especialista detalha diferença entre perda de gordura e emagrecimento

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Gordura acumulada no abdômen é uma das últimas a desaparecer ao longo do processo de emagrecimento
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Uma dúvida comum entre quem procura tratamentos para gordura localizada é o destino dos lipídios após o procedimento. Segundo a dermatologista Marina Sathler, o processo depende da técnica utilizada e da resposta do organismo.

“A gordura corporal fica armazenada principalmente nos adipócitos, células que acumulam lipídios na forma de triglicerídeos. Quando realizamos um procedimento para redução de gordura localizada, o que acontece depende da tecnologia utilizada. Alguns tratamentos provocam lesão ou destruição dessas células, enquanto outros podem estimular a mobilização da gordura armazenada”, explica a médica, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Na criolipólise, por exemplo, o resfriamento controlado pode desencadear a morte programada dos adipócitos, chamada apoptose. “Ao longo das semanas, o organismo reconhece as células afetadas e promove sua remoção gradual por meio de uma resposta inflamatória local, com participação das células de defesa”, afirma Sathler. Outras tecnologias, como o ultrassom focalizado e determinados procedimentos injetáveis, atuam por mecanismos diferentes.

A dermatologista destaca que a gordura tratada não é simplesmente eliminada pela urina. “Quando os triglicerídeos são liberados e metabolizados, seus componentes podem ser utilizados como fonte de energia ou novamente armazenados. Quando ocorre a oxidação da gordura, grande parte de sua massa é transformada em dióxido de carbono, eliminado pela respiração, e outra parte em água”, esclarece.

O processo também envolve o sistema linfático e o fígado. Enquanto as células de defesa ajudam a remover os adipócitos danificados, os lipídios liberados seguem diferentes caminhos metabólicos. “O fígado participa do processamento dessas gorduras, mas não funciona como um filtro que recebe toda a gordura destruída de uma só vez”, explica a médica.

Os resultados dos procedimentos também não são necessariamente imediatos. “Nos procedimentos que provocam destruição dos adipócitos, o organismo precisa de tempo para remover as células afetadas. Por isso, os resultados podem surgir progressivamente, ao longo de semanas ou meses, dependendo da técnica, da região tratada e da resposta individual”, afirma Sathler.

A especialista ressalta ainda que a redução de gordura localizada não é o mesmo que emagrecimento. “Um procedimento pode melhorar o contorno de determinada região sem provocar mudanças expressivas na balança. Estamos tratando um depósito específico, e não necessariamente reduzindo a gordura corporal total.” Segundo ela, esses tratamentos não substituem alimentação equilibrada, atividade física e outros cuidados com a saúde.

A avaliação médica também é importante para diferenciar a gordura de outras condições que interferem no contorno corporal, como flacidez e retenção de líquidos. Além disso, os procedimentos podem provocar efeitos adversos, como inchaço, hematomas, dor e alterações de sensibilidade. “O melhor tratamento não é necessariamente aquele que promete a maior redução de medidas, mas aquele que tem indicação adequada, respaldo científico e respeita a individualidade de cada pessoa”, conclui a dermatologista.

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Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.

 

 

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