Com câncer de mama, Roseana Sarney detalha tratamento e incentiva prevenção no Outubro Rosa
Roseana Sarney foi diagnosticada há dois meses com câncer de mama triplo negativo; a reportagem da Itatiaia conversou com uma especialista que explicou sobre a doença

Roseana Sarney, deputada federal e ex-governadora do Maranhão, foi diagnosticada com câncer de mama triplo negativo em agosto. Desde então, ela, que tem 72 anos, tem usado as redes sociais para atualizar seu estado de saúde e alertar a população sobre a doença.
A filha do ex-presidente José Sarney revelou, há dois meses, que descobriu que estava com câncer após um exame "inesperado". À época, ela contou que iria iniciar o tratamento e passar por uma cirurgia.
"Espero que vocês torçam por mim, rezem por mim e olha, eu tenho certeza que, confiando em Deus, tudo vai dar certo".
Dias depois, Roseana mostrou os cabelos raspados e legendou. "Pronta para mais uma etapa com fé em Deus que tudo dará certo. Conto com as vibrações positivas de todos vocês", escreveu.
Semanas difíceis
Após ficar algum tempo ausente, Roseana contou, no último dia 14, que as últimas "duas semanas não foram fáceis".
Aliás, não tem sido fácil enfrentar um câncer de mama triplo negativo. O tratamento é longo, maltrata, mas temos que enfrentar. Por isso, quero agradecer de todo o coração as mensagens e orações
A atualização mais recente sobre seu estado de saúde foi feita na última quarta (22), quando Roseana voltou a explicar que os dias estão sendo difíceis.
"A gente tem que lutar, não se entregar nunca e sempre com fé. A fé é que vai nos levar à cura, mas gente, agora estou bem, me fortalecendo para a próxima quimioterapia e mando um beijo", comentou.
Câncer de mama triplo negativo
Em entrevista à Itatiaia, Mirielle Nogueira Martins, oncologista do Instituto Mário Penna, explicou que o câncer de mama triplo é um "subtipo mais agressivo que não expressa receptores hormonais ou uma proteína chamada proteína HER2."
Ele representa aproximadamente cerca de 15% dos diagnósticos de câncer de mama, e ele tem um prognóstico mais complexo, sendo geralmente tratado com quimioterapia, embora novos tratamentos como a imunoterapia e terapia-alvo específica já estejam disponíveis para uso selecionado.
Segundo a médica, a quimioterapia é a "base do tratamento" e é "frequentemente usada de forma precoce antes mesmo da cirurgia", o chamado "neoadjuvante para os tumores maiores".
Mirielle explica que o tratamento pode ser associado à imunoterapia, como, por exemplo, para tumores maiores que dois centímetros ou com comprometimento de linfonodo axilar.
"Terapias-alvo também já vêm sendo incorporadas ao tratamento para as pacientes com mutações específicas, por exemplo, mutação dos genes BRCA1 e BRCA2. A perspectiva é que a gente possa melhorar significativamente os resultados do tratamento sistêmico e da quimioterapia, fazendo com que o tumor reduza expressivamente antes mesmo da cirurgia, de forma que os resultados de sobrevida com a incorporação dessas novas medicações, além da quimioterapia e da cirurgia, façam com que tenhamos melhora significativa na sobrevida dessas pacientes", encerrou.
Patrícia Marques é jornalista e especialista em publicidade e marketing. Já atuou com cobertura de reality shows no ‶NaTelinha” e na agência de notícias da Associação Mineira de Rádio e Televisão (Amirt). Atualmente, cobre a editoria de entretenimento na Itatiaia.
Formada, há 13 anos, em jornalismo, pela Faculdade Pitágoras BH. Pós-graduada em jornalismo digital e produção multimídia.



