Cidade do MS decreta calamidade em saúde pública após epidemia de chikungunya
Doença matou oito pessoas em Dourados, sendo que sete delas são moradoras de reserva indígena

A prefeitura de Dourados, no Mato Grosso do Sul, decretou nessa terça-feira (21) situação de calamidade em saúde pública por causa de uma epidemia de chikungunya. Segundo o órgão, a ocupação de leitos na cidade é de cerca de 110%.
Ainda de acordo com a prefeitura, a epidemia começou na Reserva Indígena de Dourados e agora atinge também os bairros da cidade. Ao todo, são 6.411 notificações para a doença, com 2.204 casos confirmados, 4.959 casos prováveis, 1.462 casos descartados e 2.755 casos em investigação.
Somente na Reserva Indígena são 2.337 casos prováveis e 1.461 confirmados. Na cidade, foram registradas oito mortes por chikungunya, sendo que sete delas ocorreram nas aldeias de Dourados.
"A situação segue extremamente preocupante, com superlotação da rede pública de saúde e avanço da doença em diversos bairros de Dourados", alertou Marcio Figueiredo, secretário municipal de Saúde.
No dia 30 de março deste ano, o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional publicou uma portaria no Diário Oficial da União reconhecendo a situação de emergência em saúde pública em Dourados. Três dias antes, o prefeito da cidade, Marçal Filho, já havia declarado situação de emergência em áreas do município com maior recorrência de casos de chikungunya.
A chikungunya é transmitida pelo Aedes aegypti, o mesmo transmissor da dengue e zika. As principais características clínicas da infecção são edema e dor articular incapacitante, mas também podem ocorrer manifestações extra-articulares. Casos graves da doença podem demandar internação hospitalar e evoluir para óbito.
Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.



