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BA.3.2: Nova variante da covid-19 atinge 23 países e avança nos EUA

Variante apresenta maior número de mutações e resistência a anticorpos

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A resposta imonológica contra a Covid-19 pode ter relação com uma variante do DNA
Nos EUA, variante foi detectada em pacientes e sistemas de esgoto • Marcello Casal Jr. | Agência Brasil

Uma nova variante do vírus da covid-19, identificada como BA.3.2, já foi detectada em pelo menos 23 países e se espalha pelos Estados Unidos. A cepa foi apelidada de Cicada e foi encontrada em pacientes e em sistemas de esgoto de 29 estados dos EUA.

A variante apresenta grande número de mutações e maior resistência a anticorpos que as cepas dominantes atualmente. Porém, especialistas afirmam que ainda não há indícios de que a Cicada cause doença mais grave ou maior taxa de mortalidade.

Entre novembro de 2025 e janeiro de 2026, as detecções semanais da BA.3.2 aumentaram, atingindo aproximadamente 30% das sequências relatadas em três países europeus: Dinamarca, Alemanha e Holanda. A variante também está presente na Austrália, Reino Unido e China. O Brasil não tem registros da cepa.

Nos Estados Unidos, a variante foi identificada amostras de swab nasal de quatro viajantes vindos do Japão, Quênia, Holanda e Reino Unido; em três amostras de esgoto de aeronaves; em amostras clínicas de cinco pacientes, dois deles internados; e em 132 amostras de esgoto provenientes de 29 estados.

Os sintomas da infecção por cicada são semelhantes aos de outras variantes recentes e incluem dor de garganta, tosse, congestão nasal, fadiga, dor de cabeça e febre. Em alguns casos, também podem ocorrer sintomas gastrointestinais, como náuseas e diarreia.

A BA.3.2 foi identificada pela primeira vez na África do Sul, em novembro de 2024. A cepa é descendente de uma variante da ômicron, que surgiu no final de 2021.

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Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.