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Casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave voltam a crescer no Brasil, alerta Fiocruz

Novo boletim InfoGripe aponta retomada do avanço da SRAG em diferentes faixas etárias e reforça preocupação com a circulação de vírus respiratórios durante o inverno

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Imagem ilustrativa. • Reprodução | Pexels

Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) voltaram a apresentar crescimento entre jovens adultos, adultos e idosos em diversas regiões do Brasil, segundo o mais recente boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O cenário acende um alerta para o aumento da circulação de vírus respiratórios em meio a chegada do inverno e período de temperaturas mais baixas.

Referente ao ano epidemiológico 2026, já foram notificados 89.725 casos de SRAG, sendo 44.485 (49,6%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 31.637 (35,3%) negativos e ao menos 7.740 (8,6%) aguardando resultado laboratorial. Em relação ao número de mortes por SRAG, nesse ano, foram registrados 3.842 óbitos, sendo 1.772 (46,1%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 1.679 (43,7%) negativos e ao menos 82 (2,1%) aguardando resultado laboratorial. Dentre os óbitos positivos, observou-se uma prevalência de 41,7% de influenza A, 5,8% de influenza B, 9,6% de vírus sincicial respiratório, 20,4% de rinovírus e 20,1% de Sars-CoV-2 (Covid-19).

De acordo com a análise da Fiocruz, a maior parte dos estados brasileiros permanece em situação de alerta, com risco ou alto risco para SRAG. O levantamento também identificou tendência de crescimento das hospitalizações em diferentes unidades da federação, especialmente entre a população adulta e idosa. Confira um mapa elaborado pela fundação que ilustra esse cenário:

• Reprodução | Fundação Fiocruz
• Reprodução | Fundação Fiocruz

A análise mostra que 14 das 27 unidades federativas apresentam incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco (últimas duas semanas), com sinal de crescimento na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) até a Semana 23: Acre, Alagoas, Amapá, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Pará, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Roraima, Santa Catarina e São Paulo.

Ainda no boletim, observa-se que 11 das 27 capitais apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco (últimas duas semanas) com sinal de crescimento de SRAG na tendência de longo prazo (últimas 6 semanas) até a semana 23: Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Boa Vista (RR), Campo Grande (MS), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Macapá (AP), Porto Alegre (RS), Rio Branco (AC), São Luís (MA) e Vitória (ES).

Os pesquisadores apontam ainda que a alta está associada à circulação simultânea de diferentes vírus respiratórios, com destaque para influenza A, vírus sincicial respiratório (VSR), rinovírus e Covid-19. Em boletins anteriores, a Fiocruz já havia registrado aumento das hospitalizações por influenza em várias regiões do país.

Embora as crianças pequenas continuem entre os grupos mais afetados pelas infecções respiratórias, o novo levantamento chama atenção para a retomada do crescimento dos casos graves entre jovens adultos e idosos, faixas etárias que vinham apresentando sinais de estabilização em semanas anteriores.

A Fiocruz destaca que a vacinação continua sendo a principal estratégia para reduzir internações e mortes causadas por vírus respiratórios. Atualmente, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece imunização contra influenza e Covid-19, doenças que seguem entre as principais causas de SRAG no país.

O InfoGripe é um sistema de monitoramento da Fiocruz que acompanha semanalmente os registros de SRAG em todo o Brasil. Os dados servem como ferramenta para identificar tendências de crescimento e orientar ações de vigilância epidemiológica e assistência à saúde.

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Estudante de Jornalismo na PUC e apaixonada pela área, Gabriela Neves gosta de contar histórias empolgantes e desafiadoras. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e mundo. Tem experiência em marketing pela Rock Content, cobertura de cidades pela Record Minas e assessoria política na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.