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Por que tudo virou desenho: produtos e cultura

Estética infantil ganha espaço em marcas, moda e até podcasts

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Por que tudo virou desenho e personagens estão dominando produtos e cultura
Ia

Por que de repente tudo parece mais infantil, colorido e com cara de desenho? Essa sensação não é impressão. Personagens animados, traços simples e estética quase lúdica passaram a ocupar espaço em áreas que antes eram mais sérias, como moda, publicidade e até conteúdo digital. O fenômeno não está restrito a um nicho. Ele aparece em roupas, embalagens, campanhas e até na forma como marcas se comunicam.

O que está por trás dessa mudança estética

Uma das explicações está na busca por leveza em um cenário mais complexo. Em momentos de excesso de informação e tensão, elementos visuais mais simples e até considerados “bobos” passam a funcionar como alívio. O desenho entra como linguagem acessível, fácil de entender e que não exige esforço.

Outro ponto é a nostalgia. Referências visuais ligadas à infância voltam com força porque ativam memória afetiva. Isso cria conexão imediata, principalmente em um público adulto que cresceu consumindo esse tipo de conteúdo.

Como isso aparece na prática

Na moda, peças com estampas de personagens ou com estética mais cartunesca passaram a aparecer em coleções que não são voltadas para crianças. Em campanhas publicitárias, marcas utilizam mascotes ou animações para simplificar mensagens.

No digital, o movimento também é visível. Podcasts, vídeos e perfis utilizam identidade visual mais leve, com ilustrações e elementos que remetem ao universo do desenho.

O que isso revela sobre comportamento

Esse tipo de estética mostra uma mudança no consumo. O público não busca apenas funcionalidade. Ele quer identificação, sensação e, muitas vezes, escape.

O “bobo” deixa de ser visto como algo negativo e passa a ser interpretado como algo acessível e até inteligente dentro de um contexto mais amplo.

Até onde essa tendência pode ir

Ainda não é possível dizer se esse movimento é duradouro ou passageiro, mas ele já mostra impacto real na forma como produtos são pensados e apresentados.

Mais do que estética, essa mudança indica uma transformação na linguagem. E entender isso ajuda a explicar por que o simples, o colorido e o aparentemente infantil estão ganhando tanto espaço em áreas onde antes não existiam.

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Profissional de Comunicação. Head de Marketing da Metalvest. Líder da Agência de Notícias da Abrasel. Ex-atleta profissional de skate. Escreve sobre estilo de vida todos os dias na Itatiaia e na CNN Brasil.