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Nem vírus nem bactéria: o parasita que pode causar diarreia por semanas

Infecção costuma estar relacionada ao consumo de água ou alimentos contaminados e pode provocar sintomas prolongados.

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Bactérias e vírus
Nem vírus nem bactéria: o parasita que pode causar diarreia por semanas • Ia

Quando um episódio de diarreia aparece de forma repentina, é comum atribuir o problema a um vírus ou a uma bactéria. Em muitos casos, essa explicação faz sentido. Existe, porém, um terceiro agente que costuma passar despercebido e também pode provocar um quadro intestinal persistente: o parasita Cyclospora cayetanensis. Embora seja menos conhecido pelo público, ele é responsável por surtos registrados em diferentes países e costuma estar associado ao consumo de alimentos frescos ou água contaminada.

A infecção, chamada de ciclosporíase, nem sempre chama atenção logo nos primeiros dias. Algumas pessoas apresentam sintomas leves, enquanto outras enfrentam diarreia intensa, fadiga, perda de apetite, náuseas, cólicas abdominais e perda de peso. Sem tratamento adequado, o desconforto pode permanecer por várias semanas, afetando a rotina e aumentando o risco de desidratação, principalmente em crianças, idosos e pessoas com o sistema imunológico comprometido.

Como acontece a infecção e quais são os sintomas

O parasita chega ao organismo pela ingestão de água ou alimentos contaminados. Frutas, hortaliças e ervas consumidas cruas estão entre os produtos que exigem maior atenção, especialmente quando passam por etapas de cultivo, transporte ou manipulação sem condições adequadas de higiene.

Diferentemente de muitas infecções intestinais provocadas por vírus, a transmissão direta de uma pessoa para outra é considerada incomum. Isso ocorre porque o parasita precisa completar parte do seu ciclo no ambiente antes de se tornar capaz de infectar outro hospedeiro. Ainda assim, autoridades de saúde reforçam a importância dos cuidados com saneamento, produção de alimentos e qualidade da água para reduzir o risco de novos casos.

Os sintomas costumam surgir cerca de uma semana após a exposição, embora esse intervalo possa variar. Além da diarreia, podem aparecer febre baixa, gases, distensão abdominal, sensação de fraqueza e perda de peso. Como esses sinais também estão presentes em outras doenças gastrointestinais, o diagnóstico depende de avaliação médica e, em muitos casos, de exames laboratoriais específicos.

O que ajuda a reduzir o risco de contaminação

A prevenção começa antes mesmo da refeição. Lavar frutas, verduras e legumes, utilizar água potável no preparo dos alimentos e manter boas práticas de higiene durante a manipulação são medidas importantes para diminuir o risco de diversas infecções transmitidas por alimentos, incluindo a ciclosporíase.

Quem viaja para regiões onde há registros frequentes da doença também deve redobrar a atenção com a procedência da água e dos alimentos consumidos. Sempre que possível, recomenda-se optar por água tratada ou engarrafada e por refeições preparadas em locais que adotem boas práticas de higiene.

Em caso de diarreia persistente, principalmente quando os sintomas duram mais do que alguns dias ou são acompanhados de desidratação, febre ou perda significativa de peso, a orientação é procurar atendimento médico. A identificação correta da causa faz diferença porque o tratamento varia conforme o agente responsável pela infecção.

Embora seja menos conhecido do que vírus e bactérias que afetam o intestino, o Cyclospora cayetanensis mostra que a segurança dos alimentos continua sendo um componente essencial da saúde pública. Medidas simples de higiene ajudam a reduzir o risco de contaminação e reforçam a importância de consumir alimentos preparados e armazenados de forma adequada.

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Profissional de Comunicação. Head de Marketing da Metalvest. Líder da Agência de Notícias da Abrasel. Ex-atleta profissional de skate. Escreve sobre estilo de vida todos os dias na Itatiaia e na CNN Brasil.

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