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Ioga também pode ajudar na força para sustentar o peso

Algumas posturas combinam mobilidade, equilíbrio e esforço muscular

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Yoga para sustentar o peso
Ioga também pode ajudar na força para sustentar o peso • Ia

Associar ioga apenas a alongamento deixa de fora uma parte importante da prática. Dependendo da sequência escolhida, o próprio peso corporal passa a funcionar como resistência e obriga braços, pernas e região central do corpo a sustentar posições, controlar movimentos e estabilizar articulações.

Uma prancha deixa isso evidente. O corpo permanece afastado do chão enquanto braços, ombros e músculos do tronco trabalham para conservar a posição. Em posturas realizadas sobre uma perna, o desafio muda: além da musculatura dos membros inferiores, equilíbrio e controle corporal passam a participar do exercício.

Ioga também pode ajudar na força para sustentar o peso •
Ioga também pode ajudar na força para sustentar o peso •

Quando o peso do corpo se transforma em resistência

Para um músculo ser desafiado, a resistência não precisa necessariamente vir de halteres ou aparelhos de academia. Exercícios que utilizam o próprio peso podem cumprir essa função quando exigem esforço suficiente.

As diretrizes de atividade física dos Estados Unidos incluem movimentos feitos com o peso corporal, como pranchas e flexões, entre os exemplos de atividades capazes de fortalecer músculos. O documento ressalta que o estímulo precisa apresentar intensidade suficiente e trabalhar os principais grupos musculares.

Essa lógica pode aparecer em determinadas posturas de ioga. Chaturanga, prancha, cadeira e algumas variações de guerreiro, por exemplo, exigem que músculos permaneçam ativos para sustentar ou controlar o corpo. A dificuldade também pode crescer conforme aumenta o tempo de permanência ou a complexidade da posição.

Nem toda aula produz o mesmo estímulo

O estilo praticado muda bastante a experiência. Uma sessão restaurativa, baseada em posições confortáveis e permanências prolongadas, não oferece necessariamente o mesmo desafio muscular de uma sequência dinâmica com pranchas, transições e posturas em apoio.

A experiência de quem pratica também interfere. Uma posição capaz de exigir bastante esforço de um iniciante pode se tornar menos desafiadora depois de meses de adaptação. Para continuar estimulando força, o exercício precisa oferecer algum grau de dificuldade ao músculo.

Ioga não precisa escolher entre força e mobilidade

Um dos aspectos particulares da prática está justamente na possibilidade de combinar capacidades físicas dentro da mesma sequência. A pessoa pode sustentar o peso corporal, mudar de posição, controlar a respiração e trabalhar amplitude de movimento sem separar cada elemento em um exercício diferente.

Pesquisas recentes ajudam a dimensionar essa combinação. Uma revisão de estudos sobre a saudação ao sol encontrou resultados favoráveis em componentes como força, resistência muscular, flexibilidade e equilíbrio, embora os próprios autores ressaltem diferenças importantes entre protocolos e qualidade dos trabalhos analisados.

Isso não significa que qualquer aula de ioga substitua automaticamente um programa estruturado de musculação. Os estímulos são diferentes e dependem do objetivo de cada pessoa. A prática também não precisa ser transformada em uma sequência difícil para ter valor.

A diferença está em entender o que está sendo pedido ao corpo. Quando uma postura exige sustentar parte do próprio peso, manter estabilidade ou controlar lentamente uma transição, os músculos não estão apenas acompanhando um alongamento. Eles também estão trabalhando contra resistência.

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Profissional de Comunicação. Head de Marketing da Metalvest. Líder da Agência de Notícias da Abrasel. Ex-atleta profissional de skate. Escreve sobre estilo de vida todos os dias na Itatiaia e na CNN Brasil.

 

 

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