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Fibermaxxing: aumentar o consumo de fibras faz bem?

Tendência que incentiva refeições com mais fibras promete melhorar saciedade e saúde intestinal, mas aumentar o consumo rapidamente pode provocar desconfortos e exige atenção à quantidade diária.

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Fibermaxxing: aumentar o consumo de fibras faz bem? • Ia

Aveia no café da manhã, feijão no almoço, frutas nos lanches e sementes misturadas ao iogurte. Alimentos conhecidos ganharam um novo protagonismo com o fibermaxxing, tendência que propõe elevar a quantidade de fibras consumida diariamente. A ideia parece simples, mas existe uma diferença importante entre comer fibras suficientes e tentar colocar o máximo possível delas no prato.

O nutriente participa de funções relacionadas ao intestino, à saciedade, à glicemia e à saúde cardiovascular. A questão é que uma pessoa acostumada a consumir poucas fibras pode sentir a mudança quando aumenta a quantidade rapidamente. Gases, inchaço e alterações intestinais estão entre as possíveis respostas do organismo, especialmente quando a estratégia se apoia em grandes doses ou produtos enriquecidos.

A University of Georgia explica que o fibermaxxing não possui uma definição única, mas está associado à tentativa de elevar a ingestão diária de fibras. A instituição usa como referência 14 gramas para cada mil calorias consumidas, o que corresponde a cerca de 25 gramas por dia para mulheres e 38 gramas para homens.

Fibermaxxing não é uma disputa por quantidade

Frutas, verduras, feijão, lentilha, aveia, castanhas, sementes e cereais integrais são fontes que permitem distribuir as fibras entre diferentes refeições. Isso também evita transformar um único ingrediente ou suplemento no centro da alimentação. Variar as fontes importa porque os alimentos vegetais apresentam combinações diferentes de fibras solúveis e insolúveis.

O aumento gradual é especialmente importante para quem costuma comer poucos vegetais, frutas, leguminosas e alimentos integrais. Introduzir várias fontes de uma só vez pode dificultar inclusive a identificação do alimento responsável por um eventual desconforto. Uma alternativa mais simples é modificar as refeições aos poucos e observar a resposta do organismo.

Água também entra na conta

A hidratação acompanha essa mudança. Fibras interagem com a água no trato gastrointestinal, e aumentar sua ingestão sem consumir líquidos adequadamente pode favorecer constipação e desconforto. A recomendação da University of Georgia é combinar a introdução gradual de alimentos ricos em fibras com hidratação suficiente.

Ingredientes concentrados exigem a mesma atenção. Chia e psyllium aparecem com frequência em preparações voltadas ao aumento de fibras, mas não são equivalentes. A matéria Chia ou psyllium: qual fibra é mais eficiente para o intestino? detalha as características das duas opções e amplia o cluster sobre saúde intestinal sem repetir a proposta desta pauta.

Produtos industrializados enriquecidos com fibras também merecem ser observados separadamente. Segundo a University of Georgia, fibras adicionadas como ingredientes podem provocar gases, inchaço, diarreia ou constipação com maior frequência do que aquelas naturalmente presentes nos alimentos. Isso não significa que esses produtos precisem ser excluídos, mas reforça que “mais fibras” não descreve sozinho a qualidade de uma alimentação.

Afinal, aumentar o consumo de fibras faz bem?

Para quem ingere pouco do nutriente, aproximar a alimentação das quantidades recomendadas pode trazer benefícios. O fibermaxxing chama atenção justamente porque boa parte das pessoas ainda pode melhorar a presença de alimentos vegetais nas refeições. A tendência perde sentido, porém, quando a busca por um número cada vez maior substitui variedade e equilíbrio.

Na prática, não é necessário transformar o café da manhã, almoço e jantar em uma contagem permanente de gramas. Acrescentar frutas, manter feijão ou outras leguminosas nas refeições, escolher cereais integrais e variar vegetais e sementes são maneiras de elevar o consumo sem depender de uma estratégia extrema.

Pessoas com condições gastrointestinais podem precisar de recomendações específicas sobre tipos e quantidades de fibras. Para quem não possui essas restrições, a mensagem central do fibermaxxing pode ser bem mais simples do que o nome sugere: consumir fibras suficientes, aumentar gradualmente quando necessário, beber água e buscar variedade em vez de perseguir o máximo.

 

 

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