Zema quer apenas dois blocos na Assembleia e acordo para chapa única para a presidência
Objetivo é formar base com mais de 50 deputados e ter presidente alinhado ao governo

As tentativas do governo de ampliar a base na Assembleia Legislativa seguem a todo vapor. Além de tentar eleger um presidente da casa alinhado com o Executivo, integrantes da base disseram que o governo trabalha para que a casa tenha apenas dois blocos e não três como no último biênio da legislatura anterior. Na gestão do presidente Agostinho Patrus (PSD), a Assembleia teve três blocos no segundo biênio: governo, oposição e independente. No biênio 2019 e 2020, foram quatro blocos: governo, oposição e dois independentes. Sempre com o grupo independente sendo maior. Desta vez, o governo quer dois blocos, base e o oposição e acredita que possa haver uma conformação em que a base tenha 55 deputados e a oposição 22. Para aprovar a maioria dos projetos, o governador Romeu Zema (Novo) precisa de 39 votos.
Fiel da balança
A maior bancada do bloco independente é a do PSD e o governo tem trabalhado diariamente para atrair os peesidistas para a base e desmobilizar que poderia ser o maior bloco da casa. Nesta semana, a bancada do partido se reuniu mais uma vez com os secretário de governo,Igor Eto e o vice-governador, Mateus Simões. Na segunda-feira (2), a bancada do PSD estava em peso em Brasília, na posse do Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), acompanhando o vice de Zema e o líder do governo na Assembleia, deputado Roberto Andrade (Avante), que é candidato à presidência da Assembleia. Além de Andrade, o atual vice presidente, Antônio Carlos Arantes (PL), também é um candidato que agrada ao governo. Já o nome de Tadeu Martins Leite (MDB) é defendido entre os pares. Outro partido com bancada grande, 9 deputados, que também deve ficar com Zema, é o PL que hoje faz parte do bloco de oposição.
Acordo
O Governo também considera a possibilidade de formar uma chapa única para a presidência da Assembleia. Se isso ocorrer, não haverá disputa e o PT pode fazer parte da mesa diretora, tendo a vice presidência da casa. O nome citado por integrantes da base é o da deputada Leninha: "Mulher e tem um ótimo perfil. É uma sugestão, mas essa decisão cabe ao PT", afirmou uma das fontes da coluna. A decisao de ter chapa unica facilita a distribuição de presidências de comissões, que é feita de forma proporcional ao tamanho dos partidos e blocos na casa endo as prioridades de escolha também relacionadas à articulação política.
A eleição da mesa ocorre logo após a posse, no início de fevereiro.
Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast "Abrindo o Jogo", que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.
