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Zema critica ministro do governo Lula que disse que a 'polícia prende mal'

As declarações do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, foram mal recebidas pelas forças de segurança

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O ministro da Justiça, no lado direito, e o governador Zema, no lado esquerdo. • Tom Costa (MJSP) | Elizabete Guimarães (ALMG).

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), criticou a fala do ministro da Justiça e Segurança Pública do governo Lula (PT). Ricardo Lewandowski afirmou que a "polícia prende mal e o Judiciário é obrigado a soltar" os presos.

As declarações de Lewandowski tiveram repercussão negativa entre as forças de segurança e provocaram reação do governador mineiro. "Discordo do ministro Lewandowski. A polícia prende, a justiça solta. Em vez de proteger pessoas de bem, concede regalias a criminosos. Minas tem uma das melhores polícias do país, mas é revoltante ver reincidentes nas ruas por saidinhas e benefícios inaceitáveis. Enxugamos gelo", disparou Zema nas redes sociais.

Durante a participação na abertura da reunião do Conselho Deliberativo da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), em Brasília, Lewandowski fez uma análise que foi mal recebida por policiais em diferentes pontos do país, inclusive Minas Gerais.

“É um jargão adotado pela população, que a polícia prende e o Judiciário solta. Eu vou dizer o seguinte: a polícia prende mal e o Judiciário é obrigado a soltar”, declarou o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

Para tentar conter um eventual ambiente de crise com as forças de segurança, o Ministério da Justiça e Segurança Pública se manifestou após a declaração do ministro.

"Nesse cenário, ele falou que, hoje, há uma dificuldade de troca de informações entre as forças de segurança do país e o Poder Judiciário, o que se pretende solucionar a partir da PEC da Segurança Pública — cujo um dos objetivos é o de padronizar e uniformizar os dados produzidos pelas autoridades policiais em todo o Brasil, qualificando as ações de segurança pública".

— diz trecho da nota.

“Na resposta do ministro, foi citado que, em muitos casos, o detido é apresentado ao juiz na audiência de custódia, mas, por falta de padronização e de compartilhamento no registro de informações, o magistrado não tem acesso a dados importantes, como, por exemplo, os antecedentes do suspeito [...] Vale destacar que o ministro iniciou sua manifestação sobre o assunto exaltando a necessidade de valorizar as polícias, inclusive com melhores salários, e de equipar melhor as forças policiais para, entre outros pontos, qualificar todo o processo probatório e robustecer os processos judiciais”.

— finalizou o comunicado divulgado pela pasta federal.
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Correspondente da Rádio Itatiaia em São Paulo. Apresentador do quadro Palavra Aberta e debatedor do Conversa de Redação. Ingressou na emissora em 2023. Começou no rádio comunitário aos 14 anos. Graduou-se em jornalismo pela PUC Minas. No rádio, teve passagens pela Alvorada FM, BandNews FM e CBN, no Grupo Globo. Na Band, ocupou vários cargos até chegar às funções de âncora e coordenador de redação na Band News FM BH. Na televisão, participava diariamente da TV Band Minas e do Band News TV. Vencedor de nove prêmios de jornalismo. Em 2023, foi reconhecido como um dos 30 jornalistas mais premiados do Brasil.